Sociologia

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  • Publicado : 12 de setembro de 2012
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O primeiro acusado era guardador de carro e foi preso em um dia de carnaval. Ele diz para o juiz que não cometeu o crime denunciado e que não conhecia os três elementos que passaram correndo quando ele foi preso. O acusado encontra-se numa cadeira de rodas e diz que foi preso nessa situação. O acusado não tem advogado e, por isso, foi acionada uma defensora pública para lhe defender. Valedestacar o fato de que não há provas contra esse acusado, além dos policiais que lhe prenderam que alegam que o mesmo teria pulado um muro para fugir. Tal acontecimento mostra a injustiça presente no sistema Judiciário brasileiro. Além disso, nesse caso foi possível perceber a frieza com que alguns juízes tratam os réus. O acusado pediu ao juiz para que ele fosse transferido da cadeia, que não tinhacondições de atendê-lo adequadamente devido às suas necessidades especiais, para um hospital. O juiz com nítida indiferença para com a situação do réu disse que nada poderia fazer por ele e que esse pedido teria que ser feito por um médico e não por ele, juiz.
O segundo acusado chama-se Carlos Eduardo e era balconista. Cursou até a oitava série e não possui advogado. Ele foi acusado pelo promotor deJustiça de dirigir um carro roubado. O acusado colidiu com uma árvore, e segundo a denúncia da acusação, ele tentou fugir, mas foi detido. A juíza lhe pergunta de quem era o carro que ele dirigia e ele diz que era de um amigo. O acusado diz que não tentou fugir e que não sabia que o carro tinha procedência ilícita. A juíza alega que o carro que o acusado dirigia havia sido roubado dois dias antesda batida, mas ele nega, dizendo que já havia certo tempo que o seu amigo tinha aquele veículo. O acusado já havia sido preso anteriormente por crime de assalto e, por isso, passou dois anos preso. Também já foi processado pelo uso de entorpecentes.
Pelo que foi relatado no documentário, percebeu-se que a maioria dos acusados eram pessoas pobres, que viviam à margem da sociedade, sem condições devida digna. Além disso, mostrou-se a precariedade do sistema carcerário brasileiro, onde os presos vivem em péssimas condições, em celas superlotadas e sem a mínima higiene. As pessoas são presas para pagarem por um crime que cometeram, perdendo assim sua liberdade. Apesar disso, as penitenciárias não podem ser locais de total desrespeito à dignidade humana, visto que, além de ser uma pena quetem que ser paga, as pessoas são restritas da liberdade para poderem ser reinseridas na sociedade, para não voltarem a cometer crimes. Contudo, na situação que os presos se encontram nas cadeias, é complicado haver a reintegração deles. O que ocorre é a exposição dos presos a um ambiente violento e que não oferece as mínimas condições de reeducação, fazendo com que os mesmos saiam da cadeia pioresdo que entraram, voltando a cometer crimes.Assim, percebe-se que o documentário busca mostrar a realidade do sistema Judiciário brasileiro, com todas as suas falhas e também a triste realidade presente nas penitenciárias. Estas têm a função de abrigar aqueles que oferecem riscos para a sociedade e, também, de reeducar os mesmos para que possam voltar ao convívio social. Porém, foi visto que essasegunda função a ser realizada encontra-se cada vez mais distante da realidade brasileira, na qual os presos são tratados com total desrespeito, descaso e violência, o que contribui para agravar a situação de violência presente no país.
O filme Justiça de Maria Augusta Ramos retrata um pouco a lamentável realidade do sistema carcerário brasileiro, além do andamento de alguns processos criminais.Ficou evidente que grande parte dos presos é originária de favelas, envolvida com drogas e não tem a menor perspectiva de vida, pois vive à margem do sistema.
Durante o filme, são enfocadas várias histórias de pessoas que se encontram detidas. Primeiramente, um rapaz negro, deficiente físico, que foi acusado de assalto durante o carnaval. Ele nega todas as acusações que lhe foram feitas e conta...
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