Sociologia para a vida

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INTRODUÇÃO

A promulgação da lei 11.684, tornou obrigatório a sociologia e a filosofia no ensino médio brasileiro, foi um grande avanço para os professores que lutavam para garantir o retorno dessas disciplinas no currículo escolar. No entanto apenas a lei não garante um ensino de sociologia de qualidade, outros obstáculos precisam ser vencidos, portanto, a produção dasociologia no Brasil é praticamente embrionária como observado nas orientações curriculares para o ensino médio, documento oficial da Secretaria de Educação Básica:
“As pesquisas sobre o ensino de sociologia no Brasil ainda são bastante insipientes contando-se cerca de dez títulos, entre os artigos, dissertações e teses, o numero de investigações efetuadas nos últimos vinte anos. Boa parte trata doprocesso de institucionalização da disciplina do ensino médio o que demonstra que por lado são pesquisas que buscam um enfoque sociológico sobre esses processos, e algumas poucas tentam discutir mais os conteúdos, as metodologias e os recursos de ensino, aproximando-se um tanto mais de questões educativas e curriculares ou relacionadas a historia. Cremos que isso também é fruto daquelaintermitência de presença da disciplina no ensino médio o que provocou um desinteresse de pesquisadores sobre o tema, que no viés sociológico quer no viés pedagógico. Assim não houve de modo sistemático e nem debate nem registros dos processos de institucionalização da disciplina, sendo isso feito só muito recentemente. Essas pesquisas alimentariam o próprio processo dando-lhe uma dinâmica diversa, o quetambém acontecido com as demais disciplinas.” (BRASIL. MEC/SEB, 2008, p.104)

Essa obrigatoriedade da sociologia no currículo escolar abriu mecanismos para a luta de uma valorização da mesma. A partir disso, a disciplina de sociologia tem travado uma batalha no interior da instituição educacional por um lugar maior, ou seja, um aumento de horas-aulas como também um statusigualitário diante das outras disciplinas.

CAMPO DE BATALHA: aproximação entre alunos e a disciplina.

Analisando o âmbito escolar, percebe-se que a forma de transmitir o conhecimento e o que expor em sala de aula, foi transformado em um “modelo padrão”, ou seja, em uma espécie de sistema linear, onde o aluno é incentivado e manipulado no decorrer de sua formação escolar, deixandotransparecer que para eles algumas disciplinas são mais importância que outras. Assim o aluno é influenciado a “dar mais valor’’ a certas disciplinas, consideradas pelo sistema como as principais, as imprescindíveis, isso pode até se justificar por causa das horas-aulas entre a disciplina de sociologia e outras disciplinas da grade escolar, não deixando passar despercebido o fato da abolição e a voltada disciplina no ensino público que conduz também uma reviravolta da sua importância no ensino brasileiro, uma vez que esse fato desgasta a imagem da disciplina, porque faz com que muitos questionem sobre a importância da sociologia e até mesmo a sua validade e veracidade como ciência.
Com isso, é interessante perceber também que o “sistema,” essa grade que privilegia e deixatotalmente desigual o peso das disciplinas em sala de aula, foi criado e é controlado pelo Estado, ou seja, temos a consciência de que tudo parte de políticas públicas e se de fato a educação tem essas limitações e deficiências o governo é um dos seus principais responsável.
Fernandes fala que “as instituições escolares não se ajustam, nem estrutural nem funcionalmente as exigênciasespecificas da porção da sociedade” (FERNANDES, 1976 p. 195). Pode-se entender que a maioria das instituições educativas não colaboram com as necessidades reais dos indivíduos.
A escola, a organização das atividades letivas, o espaço (tanto físico como intelectual) que o professor detém reflete esse momento da disciplina na escola, ou seja, dessa luta por espaços iguais, esse contexto...
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