Silabas

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Licenciatura em Educação Básica

“Falar é tocar um instrumento de música, o mais perfeito de quantos harmónios têm sido inventados.”
(Joaquim José Coelho de Carvalho, 1910)

“A linguagem encontra-se de tal modo enraizada na experiência do homem que é impossível imaginar a vida humana sem ela. Através da linguagem recebemos, transportamos e armazenamos informação, sendo esta imprescindível nacomunicação, organização e reorganização do pensamento”.
(Sim-Sim, 1998)

ÍNDICE

1. Introdução
2. Enquadramento teórico
3. A sílaba
4.1 Definições da sílaba na tradição gramatical do português
4.2 A unidade linguística – A sílaba
4.3 Estrutura interna da sílaba
4.4 Constituintes da sílaba
4.5 Organização de sons dentro das sílabas
4. Asílaba e o desenvolvimento da linguagem
5. A sílaba como unidade de processamento fonológico
6. Conclusão e reflexão
7. Bibliografia/Sitografia

1. INTRODUÇÃO
Este trabalho surge no âmbito da Unidade Curricular de Introdução à Linguística Portuguesa e tem por base o tema da “Sílaba”.
A sílaba tem recebido tratamentos diversos ao longo do tempo, de acordo com diferentes teoriasfonológicas. No entanto, a partir das abordagens multilineares, a sílaba recebeu um lugar de grande relevo, já que muitos processos fonológicos só podem ser claramente explicitados a partir do constituinte silábico (cf. Kenstowicz (1993:311); Hogg; McCully (1987:31); Goldsmith (1999:185)).
Na verdade, para um falante fluente e experiente poderá não ser imediata a importância da sílaba, ou melhor, estepoderá não ter esta consciência no seu dia-a-dia. Mas para alguém que aprende a língua, ou para alguém que a ensina, esta tem um papel fundamental. Qualquer agente educativo deverá estar preparado para iniciar este trabalho logo ao nível do pré-escolar, pois só assim poderá certamente formar utilizadores proficientes.
Desta forma, este trabalho irá primeiramente fazer referência a alguns conceitosque se pensam importantes para o entendimento desta temática, nomeadamente o Conhecimento Fonológico, a Fonologia, a Fonética e a Prosódia – enquadramento teórico.
Em seguida será explorada a temática da sílaba ao pormenor: qual a sua definição na tradição gramatical portuguesa, o que é, como se estrutura e de que forma se organizam os sons, dentro da própria sílaba. Será feito depois oparalelismo entre a sílaba e o desenvolvimento linguístico, para perceber de que forma este processo se organiza, no que respeita ao conhecimento silábico; no mesmo sentido, será estudada a sílaba como unidade de processamento fonológico.
Para finalizar, serão tiradas conclusões sobre este assunto e será feita uma reflexão sobre os aspectos mais importantes a reter nesta matéria, na certeza de que esteconhecimento será uma mais-valia para qualquer futuro educador/professor.

2. ENQUADRAMENTO TEÓRICO
É consensual, entre os estudiosos da língua, que a consciência fonológica determina o sucesso na aprendizagem da leitura e da escrita. O bom desenvolvimento desta consciência é um facilitador da aquisição das regras ortográficas, pelo que deve ser trabalhada desde tenra idade.
Ao falarmos deconsciência fonológica, referimo-nos à capacidade de explicitamente identificar e manipular as unidades do oral. Se pensarmos na unidade “palavra”, a capacidade que a criança tem de a isolar num contínuo de fala e a capacidade que tem de identificar unidades fonológicas no seu interior é entendida como expressão da sua consciência fonológica. Esta subdivide-se em três tipos:
(i) ao isolarsílabas, a criança revela consciência silábica (pra.tos);
(ii) ao isolar unidades dentro da sílaba, revela consciência intrassilábica (pr.a—t.os);
(iii) ao isolar sons da fala, revela consciência fonémica ou segmental (p.r.a.t.o.s).
Assim, uma das capacidades do conhecimento fonológico é o conhecimento silábico. Este consiste na capacidade de fraccionar as palavras em sílabas. Esta aptidão...
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