Sentient city

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  • Publicado : 16 de março de 2013
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Sentient city: ubiquitous computing, architecture, and the future of urban space, 2011.

Editor: Mark Shepard, artista, arquiteto e pesquisador. Projeto atual: “Hertzian Rain” que trabalha com a produção sonora na cidade.

Resenha Macello Medeiros – Prefácio, Introdução, Caps. 01, 02 e 03.

Prefácio

O livro é fruto de um evento realizado no outono de 2009 pela Architectural League etenta responder a seguinte questão: “ao passo que as tecnologias digitais parecem estar desmaterializando mais mais o mundo a nossa volta (tal qual livros, cds e fotografias, qual o impacto que elas possivelmente podem ter em relação a inevitável materialidade das construções e das cidades? A proposta é conceber outra forma de compreender o espaço urbano, através dessa complexiadade que surge unindoas cidades e as tecnologias digitais (“tramas” do texto de vinícius). De forma secundário, os estidos de casos e ensaios do livro tem como objetivo mostrar como é possível trazer os arquitetos e designers para uma discussão sobre a cidade de forma a compreendeê-la não apenas como um espaço físico, mas como o resultado destas relações entre materialidade e imaterialidade ou atores humanos e nãohumanos.


Introduction

Este capítulo parte da ideia de que as cidades são inteligentes. O autor nos leva a compreensão de que esta “cidade inteligente” tem a ver com uma propriedade da cidade de reagir a determinado estímulos, que, de acordo com os projetos descritos no livro, são provocados e coletados (feedback) por tecnologias digitais através de sensores. Daí a denominação de uma “cidadesensitiva” ou “capaz de sentir”. Pode-se perceber que em todos os projetos existe uma complexidade na aplicação das tecnologias digitais para este fim. Os projetos utilizam diferentes sensores e formas de conexão entre hardwares e softwares que fazem com que a cidade seja “capaz de sentir”. Porém, neste capítulo, é apontado o estranhamento quando se pensa dessa forma – a cidade capaz de sentir –, jáque a proposta dos projetos atribui a cidade um conceito não verificável nos atores não humanos. No decorrer dessa introdução, o autor vai descrevendo os demais capítulos reforçando as características sensitivas de cada um dos projetos relacionados. A grande questão que emerge após a parte do livro dedicada à apresentação dos projetos, esta relacionada à resultante da interceção destes trêselementos: computação ubíqua + arquitetura e espaço urbano que vem a ser o subtítulo do livro.

Richard GrusinO capítulo começa descrevendo o projeto Living City, evento de exposições/mostras organizado pelo renomado coletivo de arquitetos, o Archigram, grupo de arquitetos que já buscavam essa interação das tecnologias e da cidade. O living city trouxe uma atitude provocativa de pensar a cidade comouma arquitetura que necessita atribuir fluxos com a vida moderna, desvelando na cidade a sua condição cultural, buscando, com isso, trazer um outro olhar para o arquiteto. Para tanto este arquiteto precisa vislumbrar novas formas de pensar a cidade, ou seja, pensar em uma nova arquitetura: “uma dinâmica urbana composta de luz, som e outras formas de comunicação urbana: comunicação estáticas +comunicação móvel + comunicação verbal e não verbal + signos + símbolos.” Nessa nova arquitetura é possível “ver acontecer + ouvir os sons + ver os fluxos”, em contraponto à noção do espaço formal, estático e imóvel. Ou como sugere Doreen Massey, enxergar o espaço como “aberto e em constante mutação”, o espaço de fluxos.

O objetivo é não olhar a cidade como mero espaço urbano formado por ruas,calçadas, espaços públicos, etc. Para tanto, o autor cita exemplos da integração dos computadores no espaço, elegendo a computação ubíqua (Weiser) como um elemento chave na propriedade de reação da cidade aos estímulos das pessoas e objetos. Novamente é abordada a discussão sobre “a capacidade de sentir de um não humano, relacionado aos conceitos de materialidade e imaterialidade, finalizando com a...
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