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Universidade da Amazônia - UNAMA
Centro de Ciências Exatas e Tecnologia - CCET
Cursos: Ciência da Computação, Desenvolvimento de Sistemas e Redes de Computadores
Disciplina: Psicologia das Relações Humanas
Prof: Fabiano de Cristo Nogueira Dias


A VISÃO DO HOMEM

Na ausência de metas ou objetivos, homem e mulher vivem indefinidos
e frágeis. Os paradigmas são consistentes nodirecionamento
das pessoas e naquilo que elas pretendem alcançar!

Fabiano de Cristo


Antes de iniciarmos a reflexão sobre A Visão do Homem ao longo do tempo, é importante entender o que é paradigma. Segundo Thomas Kuhn apud Crema (1989) é uma estrutura imaginária, um modelo de pensamento próprio de cada época da história e produzido pela experiência do mundo; pela linguagem própria do momentoe imposto a todos os domínios do pensamento. Edgar Morin apud Crema (1989) ao conceituar o paradigma de pensamento como “princípios supra lógicos de organização de pensamento” retoma o conceito citado anteriormente, explicando-o. Para ele, estes princípios são constituídos pelos pressupostos filosóficos acerca da realidade, ou seja, como ela se apresenta e a forma de estudá-la.

No geral,paradigmas são crenças e conhecimentos que conduzem o nosso pensamento e nossas ações. Essas crenças e conhecimentos são produzidos e transmitidos em determinados períodos da história da humanidade. Trata-se de uma visão geral do mundo que orienta todos os pensamentos e os discursos de determinada época. Em outras palavras, a interpretação e a construção da realidade são baseadas em paradigmas,por meio de uma estrutura imaginária que dita a forma e a norma aceitáveis, viáveis de se pensar.

Após a leitura sobre os conceitos de paradigma, iniciaremos a reflexão sobre A Visão do Homem, lembrando-lhe que, na caminhada evolutiva da humanidade, observamos a predominância de dois grandes paradigmas ou modelos nas explicações e controles dos fenômenos do conhecimento humano.

Oprimeiro paradigma, Teocêntrico, perdurou do século V, com Santo Agostinho até o século XV aproximadamente, e o enfoque predominante era na fé, dada pela graça de Deus ao homem. A história está ai para nos dizer o que aconteceu em nome da fé. Foram mil anos de obscuridade, involução e morte nas fogueiras da Santa Inquisição de toda e qualquer criatura que não comungava da Teologia dominante ou,simplesmente, era considerada suspeita. A razão e a emoção do homem não eram levadas em consideração. O homem era considerado passivo e guiado por forças invisíveis sem autonomia e liberdade de ação. Tudo era determinado pela Igreja Católica Apóstolica Romana que dominava os mundos espacial e temporal.

Segundo Crema(1989), a partir do século XVII, o paradigma Antropocêntrico entra em cena,privilegiando a razão como a suprema força de todo conhecimento. O pai desse paradigma foi o grande filósofo francês René Descartes ao afirmar: penso logo existo. Com essa nova visão,
Descartes inaugurou o Racionalismo Moderno e definiu que a razão é responsável por todo conhecimento humano, inclusive o da própria autoconsciência. A partir daí surgiu um novo homem, não mais guiado pela fé,e sim racional, e as emoções continuavam bloqueadas, dando lugar à frieza no trato relacional. Na Antropologia Cartesiana, o homem, enquanto organismo foi descrito como máquina que alojava em si a alma cuja essência era o pensamento.

Outra figura importantíssima neste cenário foi Isaac Newton, fundador da Mecânica Clássica, que cristalizou a concepção mecanicista da natureza, concebendoo homem e o universo como máquina (o que já havia sido preconizado por Descartes) onde o corpo poderia ser desmontado e os segredos compreendidos racionalmente, sem algum temor de sacrilégio. A visão predominante, até então, era a do homem racional mecanicista.

No cenário dessa caminhada, em 1990, já no despertar do século XX, surgiram dois engenheiros que desenvolveram os primeiros...
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