Sbtvd

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  • Publicado : 31 de março de 2013
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SBTVDHistória do SBTVD
O Sistema Brasileiro de TV Digital Terrestre (SBTVD) foi desenvolvido com base no sistema japonês Integrated Services Digital Broadcasting Terrestrial (ISDB-T) e tecnicamente conhecido como ISDB-TB, oferece uma série de diferenciais em relação aos sistemas de TV digital atualmente em funcionamento no mundo. Esses diferenciais estão justamente no “casamento” entre a basetécnica de transmissão do sistema japonês com os padrões de compressão digital de áudio e vídeo introduzidos pelo Brasil, que são mais modernos e eficientes do que os adotados por outros padrões.
Assim, o sistema adotado no Brasil é o ISDB-TB, também denominado SBTVD. Na versão brasileira foram acrescentadas tecnologias desenvolvidas pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio)e pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB).
Essa especificidade do sistema brasileiro possibilita a transmissão de conteúdo de altíssima qualidade, tanto em termos de imagem como de som, permitindo ao mesmo tempo a recepção móvel e portátil dos sinais de TV digital. Para oferecer esses diferenciais, o SBTVD adotou o padrão MPEG-4, também conhecido como H.264, para codificação de vídeo, e oHE-AAC v2 para o áudio. Mais detalhes podem ser encontrados na norma técnica 15602 (ABNT NBR 15602, partes 1, 2 e 3),  no site do Fórum do Sistema Brasileiro de Televisão Digital Terrestre(SBTVD): www.forumsbtvd.org.br.
Outros importantes diferenciais do SBTVD são a mobilidade e a interatividade. No caso da mobilidade é possível percebê-la na prática, uma vez que já estão à disposição do consumidorbrasileiro diversos  dispositivos móveis por meio dos quais se pode assistir à TV digital, como celulares, mini-televisores e receptores USB para micros.
Em relação à interatividade,  os documentos sobre o middleware Ginga da TV digital brasileira estão em processo de Consulta Nacional da ABNT.  Para garantir que o Ginga esteja livre do pagamento de royalties, o Fórum SBTVD assinou um acordo coma Sun Microsystems. Eles desenvolveram  essa especificação utilizando a tecnologia Java em código aberto.
São muitas as possibilidades de interatividade e várias empresas estão trabalhando no desenvolvimento de aplicações que vão possibilitá-las. Em breve os usuários, utilizando o controle remoto, poderão responder a testes, obter informações sobre programas, comprar produtos anunciados,participar de enquetes e realizar operações bancárias etc.
Além disso, a adoção de uma plataforma nacional de middleware de código aberto, como o Ginga, possibilita a geração de empregos com mão de obra qualificada, incentivo à pesquisa e desenvolvimento, fortalecendo e expandindo o mercado de software e conteúdo interativo no Brasil, mercado esse de alto conteúdo tecnológico e de alto valor agregado.Início
Em 1999, a Anatel, com o estabelecimento de termo de cooperação técnica com o CPqD, deu início ao processo de avaliação técnica e econômica para a tomada de decisão quanto ao padrão de transmissão digital a ser aplicado no Brasil ao Serviço de Radiodifusão de Sons e Imagens. A escolha do CPqD para a prestação desses serviços considerou não apenas o histórico de serviços prestados à Agênciae às empresas operadoras da antiga Telebrás, mas o elevado domínio técnico das tecnologias de compressão digital de sons e imagens.
Em 27 de novembro de 2003 foi fundado o Comitê do SBTVD, responsável pelos estudos que definiriam o padrão a ser adotado no país. Após estudos conduzidos juntamente com universidades e emissoras de televisão, o sistema foi apresentado no dia 13 de novembro de 2005pelo Ministério das Comunicações.
A conclusão a que se chegou foi que o melhor sistema de TV digital para o Brasil seria o ISDB-T, desenvolvido pelo Japão. Assim, em junho de 2006 o governo brasileiro anunciou a escolha do ISDB-T como base para o desenvolvimento do SBTVD.
O padrão ISDB-T é utilizado atualmente nas áreas metropolitanas do Japão. O mesmo foi defendido publicamente muitas vezes...
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