Revoltas populares brasileiras

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  • Publicado : 25 de março de 2013
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1) A autora relata os agentes históricos a partir do cotidiano, insere a população como transformadora da sociedade. O sentimento de nação é relatado em movimentos como os “Direta já” e “Fora Color”. A população envolve –se e transforma. A autora vai além das idéias, em seu estudo vai as ruas e dá voz a pessoas: o que é ser brasileiro? Muitos relatas o sentimento de vergonha, outros de orgulho,contudo é possível perceber que a idéia de nação é construída a partir de experiências pessoais. A nação pode e deve ser transformada pela população considerada “comum”.

2) Com a independência política criada em 07 de setembro de 1822, a realeza brasileira sentiu-se ameaçada, pois temia a República. A América espanhola servia-lhes como exemplo, vários movimentos insurgiram.
A contradição dacontinuidade das estruturas sociais e a ruptura política tornava o papel do imperador fulcral para criar a noção de nação e manter a unidade territorial. A visão de imperador afetuoso, centralizador, interessava também a elite brasileira, pois durante o império desejavam que o mesmo fosse uma espécie de fantoche político.
Era preciso criar então mecanismos de formação do censo popular: váriasrepresentações da coroa portuguesa foram incluídas no cotidiano da população. Paralelamente novos elementos da cultura brasileira eram introduzidos, a fim de formar a identidade da nação. Tinha-se a intenção de tornar a figura do imperador paterna, “salvador” da antiga metrópole.

3) O Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro foi criado com a intenção de construir a ideia de nação, criandoassim uma identidade nacional. Lilia Schwarcz cita que os institutos históricos criados nesse período (1839) tinham um fim específico: “solificar mitos e ordenar fatos”. Para tal releva-se então a chamada historia nacional, desenvolvida pelo Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro do Rio de Janeiro, onde eram centralizados os estudos históricos, cabendo aos demais as especifidades regionais(apesar de ser um território tão extenso e diverso culturalmente).
O saber produzido tinha caráter oficial, não sendo ingênuo o financiamento realizado pelo imperador. Os institutos eram representações de uma pequena parcela da sociedade, pois se limitava à participação dos apadrinhados pelo imperador, a elite burguesa que fomentava um estudo histórico excludente. Cerca de 40% da população brasileiradurante o império era negra, contudo somente no final do século XIX que a discussão racial se tornou fruto de estudo nesses institutos. Assim se construiu o estudo histórico no Brasil, através de uma elite que pretendia consolidar a nação branca e dependente da figura do imperador.

4) A Revista trata as duas populações de formas diferentes: os índios são romantizados (quase que folclóricos),considerados símbolos da nação, já a população negra deveria ser considerada inferior. Não deveriam participar das decisões políticas da sociedade.

5) A Revolta dos Malês aconteceu em 25 de janeiro de 1835 na cidade de Salvador. Constituiu numa sublevação de caráter social, de escravos africanos, de religião islâmica, organizada em torno de propostas para libertação dos demais escravosafricanos. "Malê" é o termo que se utilizava para referir-se aos escravos muçulmanos. Planejada por pessoas que possuíam experiência anterior de combate, na África, os malês propunham o fim do catolicismo - religião que lhes era imposta -, o assassinato e confisco dos bens de todos os brancos. De acordo com o plano de ataque, assinado por um escravo de nome Mala Abubaker, os revoltosos sairiam da Vitória(atual bairro da Barra) "tomando a terra e matando toda a gente branca". De lá rumariam para a Água dos Meninos e, depois, para Itapagipe, onde se reuniriam ao restante das forças. Tinham como objetivo tomar o governo,e com isso professar suas crenças religiosas, conquistando seus direitos. O passo seguinte seria a infiltração dos engenhos do Recôncavo e a libertação dos escravos. Ao mesmo tempo,...
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