Revisitando teoria dependencias

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Revisitando a Teoria da Dependência:
Sua atualidade mesmo após 40 anos.

Resumo
Diante do desafio teórico do início dos anos 1960, Fernando Henrique Cardoso e Enzo Faletto elaboraram a conhecida teoria da dependência para os países latino-americanos. Na obra “Dependência e Desenvolvimento na América Latina” os autores propõem uma interpretação com ênfase na dinâmica política entre asclasses e os grupos sociais, no interior de cada país. Um ensaio que reflete a particularidade das relações entre os países desenvolvidos e subdesenvolvidos moldando distintas formas de desenvolvimento político e social em cada país da região. Com base nesta teoria, nossa proposta é analisar como o Brasil está posicionado no mercado internacional nos dias atuais e, com isto, evidenciar a atualidadedeste ensaio de interpretação sociológica escrito há mais de 40 anos.

Palavras-chave: teoria da dependência – Fernando Henrique Cardoso – Enzo Faletto

Revisiting the Theory of Dependence: its relevance even after 40 years.

Abstract
Given the theoretical challenge of the early 1960s, Fernando Henrique Cardoso and Enzo Faletto developed the dependency theory known to the Latin Americancountries. The book "Dependency and Development in Latin America", the authors propose an interpretation with emphasis on political dynamics between classes and social groups within each country. A test that reflects the special relations between the developed countries and developing countries shaping different forms of political and social development in each country in the region. Based on thistheory, our goal is to analyze how Brazil is positioned in the international market today and, thus, highlight the current sociological interpretation of this essay written more than 40 years.

Keywords: Dependency theory - Fernando Henrique Cardoso - Enzo Faletto



1. Introdução
A teoria vigente na América Latina, no início dos anos 1960, era colocada a prova frente à estagnação econômicavivida pela região, dado que a crise em questão não era explicada por nenhuma das correntes de pensamento em vigor, a CEPAL e o Marxismo. Na efervescência cepalina, Fernando Henrique Cardoso (FHC) e Enzo Faletto tomaram o desafio teórico para si elaborando a conhecida “teoria da dependência”, não poupando a própria CEPAL, um braço econômico da ONU na América Latina (AL), de suas críticas. Emboraos autores considerassem tais teorias relevantes para entender as relações entre centro e periferias capitalistas, no entendimento deles, faltavam-lhes analisar os fatores internos da economia regional tanto econômicos como políticos. Para eles, a concepção cepalina não explicava o crescimento ocorrido durante o período do “Milagre Econômico” brasileiro na presença de concentração de renda e, ateoria marxista era radical, propondo o rompimento da submissão ao imperialismo, e não se encaixava a realidade do golpe militar brasileiro.
Na obra “Dependência e Desenvolvimento na América Latina” os autores propõem uma interpretação com ênfase na dinâmica política entre as classes e os grupos sociais, no interior de cada país. Um ensaio que reflete a particularidade das relações entre ospaíses desenvolvidos e subdesenvolvidos moldando distintas formas de desenvolvimento político e social em cada país da região. Segundo FHC, o livro inova e “quebra o simplismo de considerar todas as relações de dependência iguais e submetidas mecanicamente à ‘lógica do capital’ e porque, ao descrever o que chamamos de ‘a nova dependência’ fez uma das primeiras caracterizações do que se designa hoje‘globalização’” . Por isto, este livro pode ser interpretado como uma das principais contribuições teóricas originais da AL dentre as grandes obras das ciências humanas.
Na tentativa de explicar o inicial “processo de mundialização” a obra evidenciou a ampliação do mercado interno na região como um resultante potencial dos investimentos externos na indústria periférica, chamada por eles...
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