Resumo Stuart Hall Identidade

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CAP. 1 – A IDENTIDADE EM QUESTÃO (p. 7).
“A questão da identidade está sendo discutida na teoria social. Em essência, o argumento é o seguinte: as velhas identidades, que por tanto tempo estabilizaram o mundo social, estão em declínio, fazendo surgir novas identidades e fragmentando o individuo moderno, até aqui visto como um sujeito unificado. A assim chamada “crise de identidade” é vista comoparte de um processo mais amplo de mudança, que está deslocando as estruturas e processos centrais das sociedades modernas e abalando os quadros de referência que davam aos indivíduos uma ancoragem estável no mundo social.”
Tendo em vista que estamos vivendo diversos conflitos de identidade cultural na modernidade, Stuart Hall faz concepções e traz indagações a cerca do tema abordado. O livro: Aidentidade cultural na pós-modernidade nos leva a um mundo que é nosso, a um mundo que pertencemos. Tenta responder perguntas como: se há ou não crise de identidade, em que ela consiste e quais suas conseqüências. Hall tenta definir sujeito e traz a mudança do conceito de sujeito e de identidade do século XXI.

A identidade em Questão [Stuart Hall]
Stuart Hall nasceu em Kingston em 3 defevereiro de 1932 é um teórico cultural jamaicano que trabalha noReino Unido.Ele contribuiu com obras chave para os estudos da cultura e dos meios de comunicação,assim como para o debate político.O trabalho de Hall é centrado principalmente nas questões de hegemonia e de estudos culturais , a partir de uma posição pós-gramsciana. Seus trabalhos – como os estudos sobre preconceito racial e mídia– sãoconsiderados muito influentes e fundadores dos contemporâneos estudos culturais. Embora menos conhecido na América Latina, Hall é muito respeitado naEuropa e na América do Norte.
A identidade em questão
As velhas identidades, que por tanto tempo estabilizaram o mundo social, estão em declínio, fazendo surgir novas identidades e fragmentando o indivíduo moderno, até aqui visto como sujeitounificador. A assim chamada ‘’crise de identidade’’ é vista como parte de um processo mais amplo de mudança. É com essa afirmação que o autor inicia o livro.
No primeiro capítulo ele lida com mudanças nos conceitos de identidade. Parte de uma posição simpática à afirmação de que as identidades modernas estão sendo ‘’descentradas’’, isto é, deslocadas ou fragmentadas. Seu propósito é o de explorar estaafirmação, ver o que ela implica, qualificá-la e discutir quais podem ser suas prováveis conseqüências. Ao desenvolver o argumento, introduz certas complexidades e examina alguns aspectos contraditórios que a noção de ‘’descentração’’, em sua forma mais simplificada, desconsidera.
Este capítulo foi dividido em três partes, e vou falar um pouco sobre cada uma delas:
- Três concepções de identidade- O caráter da mudança da modernidade tardia
- O que está em jogo na questão das identidades
Três concepções de identidade
1.  Sujeito do Iluminismo
2.  Sujeito sociológico
3.  Sujeito pós-moderno
O sujeito do Iluminismo estava baseado numa concepção da pessoa humana como um individuo totalmente centrado, unificado, dotado das capacidades de razão, de consciência e de ação, cujo ‘’centro’’consistia num núcleo interior, que emergia pela primeira vez quando o sujeito nascia e com ele se desenvolvia, ainda que permanecendo essencialmente o mesmo.O centro essencial do eu era a identidade de uma pessoa.Essa era uma concepção ‘’individualista’’ do sujeito e de sua identidade ( na verdade, a identidade dele: já que o sujeito do Iluminismo era usualmente descrito como masculino).
Aconcepção sociológica clássica da questão, a identidade é formada na ‘’interação’’ entre o eu e a sociedade. O sujeito ainda tem um núcleo ou essência interior que é o ‘’eu real’’, mas este é formado e modificado num diálogo contínuo com os mundos culturais ‘’exteriores’’ e as identidades que esses mundos oferecem. A identidade nessa concepção preenche o espaço entre o ‘’interior’’ e o ‘’exterior’’ –...
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