Resumo sociologia

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EXERCÍCIO DE LÓGICA MATEMÁTICA
AULA 1O

André Coelho Gama
Adriano Bertholdi

PALMAS-TO
JUNHO / 2010

André Coelho Gama
Adriano Bertholdi

TERCEIRA PARTE
DISCIPLINA

Trabalho a ser entregue ao professor Sérgio Roberto, da disciplina de Lógica Matemática, do 2º período, do curso de Sistemas de Informação da Faculdade Católica do Tocantins noturno Noturno.

PALMAS – TO
JUNHO / 2010
TERCEIRA PARTE

CAPÍTULO I: DISCIPLINA

O soldado no século XVII era descrito como figura ideal, carregando consigo os sinais naturais de seu vigor e coragem e que aprendia o ofício das armas lutando. Na metade do século XVIII tornou-se algo fabricado, fez-se a máquina que se precisa, tornando-se perpetuamente disponível, em resumo, foiexpulso o camponês e lhe foi dada a fisionomia de soldado.

Na época clássica o corpo foi descoberto como objeto e alvo de poder, era a época do corpo que se manipulava, modelava, e obedecia. O grande livro Homem máquina foi escrito simultaneamente em dois registros o anátomometafísico escrito inicialmente por Descartes e continuado por médicos e filósofos; o outro técnico político constituídopor um conjunto de regulamentos militares, escolares, hospitalares e por processos empíricos (sem fundamentos científicos) refletidos para controlar ou corrigir o corpo. Dois registros distintos: corpo útil, corpo inteligível.

O “Homem máquina” de Lê Mettrie é ao mesmo tempo uma redução materialista da alma e uma teoria geral do adestramento, no centro dos quais reina a noção de“docilidade” que une ao corpo analisável o corpo manipulável.

Em qualquer sociedade o corpo está preso no interior de poderes muito apertados, que lhe impõe limitações, proibições ou obrigações. No esquema de docilidade o que há de novo, por exemplo, a Escala que não cuida do corpo, mas trabalha-o de forma a manter em um nível de mecânica: movimentos, gestos, atitudes, etc...

O objeto emseguida do Controle não mais os elementos significativos de comportamento ou linguagem do corpo mas a economia, a eficácia dos movimentos. A coerção se faz, mas com a força do que com os sinais, oq eu importa é o exercício.

Esses métodos que permitem o controle minucioso das operações do corpo, que realizam a sujeição constante de suas forças e lhes impõe uma relação de docilidade-utilidade,são o que podemos chamar de “Disciplinas”

As disciplinas se tornaram no decorrer dos séculos XVII e XVIII fórmulas gerais da dominação. Diferente da escravidão, pois não se apropria diferente da domesticidade, uma relação de dominação; diferente da vassalidade, uma relação de submissão.
Políticas de coerção são trabalhos sobre o corpo, uma manipulação calculada de seus elementos,de seus gestos, de seus comportamentos. Uma anatomia política que é também uma mecânica de poder. A disciplina fabrica corpos submissos e exercitados, corpos dóceis aumentam as forças dos corpos. A Coerção disciplinar estabelece ao corpo um ela entre a aptidão aumentada e uma dominação acentuada. As técnicas de disciplina definem um certo modo de investimento político e detalhado do corpo,umanova”micro física”.

Para o homem disciplinado, como para o verdadeiro crente, nenhum detalhe é indiferente, mas menos pelo sentido que nele se esconde que pela entrada que aí encontra o poder que quer apanhá-lo. A minúcia dos regulamentos, o olhar esmiuçante das inspeções, os controles das mínimas parcelas da vida e do corpo darão em breve no quadro da escola, no quartel, do hospital ou daoficina, um conteúdo laicizado, uma racionalidade economia ou técnica.

A disciplina é um dispositivo de poder que permite perceber até o menor acontecimento do Estado que se governa. Uma observação minuciosa do detalhe, dessas pequenas coisas, para controle e utilização dos homens, sobem através da era clássica, levando um conjunto de técnicas,de descrições, de receitas e dados. E...
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