Resumo lazer e o universo dos possíveis sarah bacal

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  • Publicado : 24 de abril de 2013
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No capítulo 5 do livro "Lazer e o Universo dos possíveis" da autora Sarah Bacal é discutido a concepção de ócio na Antiguidade e como essa definição foi se moldando através das civilizações. A primeira civilização com uma denominação para ócio citada no texto foi a grega. Para os gregos o ócio fazia parte da contemplação do saber. Através do ócio era possível o alcance da sabedoria, por essarazão existia um grande valor agregado a essa prática. Os gregos também caracterizaram o ócio com a aversão ao trabalho, Aristóteles reafirma essa ideia com a seguinte definição: "É uma condição ou estado -- o estado de estar livre da necessidade de trabalhar". Através desse exemplo nota-se a essência da definição de ócio corrente nos dias atuais, que seria a total ausência de ação. Sarah Bacaldiscorre ainda no capítulo 5 sobre ideias de Aristóteles, diferenciando lazer de ócio. Segundo o pensador grego, a diversão não poderia ser considerada ócio, pois seria um meio para reconduzir o ser às atividades de trabalho. Portanto, para os gregos a ociosidade tem em sua essência pontos positivos, pois através do estado de alma contemplativo se chegava a sabedoria. No entanto, o ócio só era alcançadopor aqueles que viviam sem ter que trabalhar, ou seja, os filósofos. Hesíodo, pensador grego, logo após afirmou que " também tem seu heroísmo a luta silenciosa e tenaz do trabalhador frente à terra e aos elementos naturais ". Defendo assim, os que não tinha a possibilidade de "viver o ócio".
Com o passar do tempo novas características foram associadas a concepção grega de ócio, surgindo assimnovas definições ou "evoluções" da ideia inicial de ócio. No texto, é apresentada a concepção dos romanos de ociosidade, Sêneca um dos que se destacaram entre os pensadores romanos diz que o ócio se contrapõe negócio (otium x negotium), portanto o homem que é ocupado com diversas atividades encontra o seu descanso e diverte-se pelo ócio. O ócio nos parâmetros romanos só era praticado realmente porquem dedicava o seu tempo a Filosofia. Essa concepção romana dava a oportunidade para os trabalhadores de terem o ócio em suas vidas, diferente da Grécia, onde somente os "homens livres" poderiam viver o ócio.
Na Idade Média a ideia de ociosidade é apresentada de duas formas, a primeira pelo clero, tinha características como o ato de contemplar assuntos religiosos e a segunda forma pela nobreza,apresentava a total aversão ao trabalho.
Pode-se notar algumas similaridades entre as concepções de ócio do gregos, romanos e medievais, todos valorizam o tempo de não-trabalho e atribuem uma valorização psicossocial às atividades exercidas nesse tempo.
Na capítulo 6, são apresentadas novas civilizações e consequentemente novas visões sobre o mundo. O capítulo começa falando sobre a fase emque ainda era vigente a valorização do ócio e da contemplação. Essa fase pode ser considerada uma transição entre a visão antiga de ócio e trabalho e a visão que predominou depois da Reforma e Contra-Reforma.
O trabalho antes da Reforma era considerado um "fardo" pro ser humano, algo que foi imposto por Deus no início da Bíblia; portanto o trabalho nessa época não tinha o objetivo de lucro, masapenas de preenchimento do tempo aqui na Terra, enquanto não houvesse a salvação dos fiéis. Porém por razões sociais, econômicas e ideológicas, a Igreja teve que mudar a sua concepção em relação ao trabalho. Naquele momento, diversas evoluções no campo da economia, política e cultura forçaram um nova posição da Igreja com relação ao trabalho e o seu objetivo principal. Nessa época surgem novasinterpretações bíblicas que afirmam que o trabalho na verdade é algo divino e que Deus se agrada de quem o faz de maneira certa. Uma das frases de Lutero, o formulador dessa nova interpretação bíblica, é: " ...o cumprimento no mundo dos próprios deveres é o único modo de agradar a Deus... " que exemplifica a ideia principal dessa nova interpretação. Outra interpretação bíblica vigente na época...
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