Resumo karl marx

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Quintaneiro,Tania
Um toque de clássicos:Marx, Durkheim e Weber/ Tania Quintaneiro, Maria Ligia de Oliveira Barbosa,Marcia Gardênia de Oliveira. -2.ed.rev.amp. – Belo Horizonte: Editora UFMG,2002.

KARL MARX

“As formulações teóricas deKarl Marx acerca da vida social, especialmente a análise que faz da sociedade capitalista e de sua superação, provocaram desde o princípio tamanho impacto nos meios intelectuais que, para alguns, grande parte da sociologia ocidental tem sido uma tentativa incessante de corroborar ou de negar as questões por ele levantadas. [...] (p.25)
[...] Marx acreditava que a razão era não só um instrumentode apreensão da realidade mas, também, de construção de uma sociedade mais justa, capaz de possibilitar a realização de todo o potencial de perfectibilidade existente nos seres humanos. [...] (p.25)
[...] Além das dificuldades inerentes à complexidade e extensão da obra de Marx, o que aumenta o desafio de sintetizá-la, o caráter sucinto de algumas de suas teses tem dado lugar a interpretaçõescontroversas. [...] (p.25)
[...] Na busca de atender às suas carências, os seres humanos produzem seus meios de vida. É nessa atividade que recriam a si próprios e reproduzem sua espécie num processo que é continuamente transformado pela ação das sucessivas gerações. [...] (p.30)
[...] Marx nunca se refere à produção em geral, mas à “produção num estádio determinado do desenvolvimento social [que]é a produção dos indivíduos vivendo em sociedade”. Embora a sociedade seja “o produto da ação recíproca dos homens”, ela não é uma obra que esses realizam de acordo com seus desejos particulares. A estrutura de uma sociedade depende do estado de desenvolvimento de suas forças produtivas e das relações sociais de produção que lhes são correspondentes. Tais conceitos são interdependentes e têm, antesde mais nada, uma finalidade analítica, de modo a tornar inteligível a realidade. [...] (p.32)
[...] O conceito de relações sociais de produção refere-se às formas estabelecidas de distribuição dos meios de produção e do produto, e o tipo de divisão social do trabalho numa dada sociedade e em um período histórico determinado. [...] (p.32)
[...] O conjunto das forças produtivas e das relaçõessociais de produção de uma sociedade forma sua base ou estrutura29 que, por sua vez, é o fundamento sobre o qual se constituem as instituições políticas e sociais. [...] (p.34)
[...] Segundo a concepção materialista da história, na produção da vida os homens geram também outra espécie de produtos que não têm forma material: as ideologias políticas, concepções religiosas, códigos morais e estéticos,sistemas legais, de ensino, de comunicação, o conhecimento filosófico e científico, representações coletivas de sentimentos, ilusões, modos de pensar e concepções de vida diversos e plasmados de um modo peculiar. [...] (p.35)
[...] Marx não deixou uma teoria sistematizada sobre as classes sociais, embora este seja um tema obrigatório para que suas interpretações a respeito das desigualdadessociais, da exploração, do Estado e da revolução sejam compreendidas. Tal teoria acabou por ser constituída a partir dos elementos disseminados em seus distintos trabalhos.38 O ponto de partida é que a produção é “a atividade vital do trabalhador, a manifestação de sua própria vida”, e através dela o homem se humaniza.[...] (p.38)
[...] O desenvolvimento do modo de produção capitalista tomou rumosimprevisíveis para um analista situado, como Marx, em meados do século 19. A organização econômica e política ancorou-se cada vez mais firmemente em níveis internacionais e, no interior de cada sociedade, esses processos adquiriram feições muito singulares, referidas à diversidade de elementos que conformaram suas experiências históricas. [...] (p.40)
[ ...] as classes sociais sempre se...
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