Resumo do livro "cultura: um conceito antropológico"

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Resumo do livro:
CULTURA: UM CONCEITO ANTROPOLÓGICO
De Roque dos Santos Laraia

PRIMEIRA PARTE
DA NATUREZA DA CULTURA
OU DA NATUREZA À CULTURA

Na diversidade de espaços e épocas, são notáveis discrepâncias entre as formas de os homens se portarem. Roque Laraia, faz um paralelo entre observações deixadas por uma série de pensadores, ao longo dos séculos, para tentar resolver um dilemapor ele proposto: “a conciliação da unidade biológica e a grande diversidade cultural da espécie humana” (p.10). Durante as citações, nota-se que “as diferenças de comportamento entre os homens não podem ser explicadas através das diversidades somatológicas ou mesológicas” (p.16).

1. O DETERMINISMO BIOLÓGICO

“São velhas e persistentes as teorias que atribuem capacidades específicas a‘raças’ ou a outros grupos humanos” (p.17). O autor do texto expõe algumas situações hipotéticas que evidenciam que, na verdade, “... as diferenças genéticas não são determinantes das diferenças culturais” (p.17). Além disso, vários cientistas afirmam não ser possível provar que diferentes características genéticas resultam em diferentes manifestações culturais. Nem o dimorfismo sexual na espécie humanaexplica bem a diferença comportamental entre homens e mulheres.

2. O DETERMINISMO GEOGRÁFICO

Alguns pensadores, entre os séculos XIX e XX, elaboraram teorias de que “... as diferenças do ambiente físico condicionam a diversidade cultural” (p.21). A antropologia moderna repudia essa ideia. Na verdade, as condições naturais têm uma ação limitada sobre os fatores culturais, mas a própriacultura é capaz de romper com suas próprias limitações. “Um animal frágil, provido de insignificante força física, dominou toda a natureza e se transformou no mais temível dos predadores” (p.24).

3. ANTECEDENTES HISTÓRICOS DO CONCEITO DE CULTURA

Laraia cita alguns pensadores que tentaram fundamentar a cultura. Edward Tylor foi o primeiro a definir um conceito, “Mas o que ele fez foiformalizar uma ideia que vinha crescendo na mente humana” (p.25). Ao longo dos séculos, foram fomuladas outras definições para o termo. Entretanto, “... as centenas de definições formuladas após Tylor serviram mais para estabelecer uma confusão do que para ampliar os limites do conceito” (p.27). Durante essa época, crescia a ideia de separação entre os domínios do natural e do cultural.

4. ODESENVOLVIMENTO DO CONCEITO DE CULTURA

Tylor diz que “... cultura pode ser um objeto de estudo sistemático, pois trata-se de um fenômeno natural que possui causas e regularidades” (p.30). Os estágios de desenvolvimento foram feitos a partir de uma escala entre sociedades, “... simplesmente colocando as nações europeias em um dos extremos da série e em outro as tribos selvagens, dispondo o resto dahumanidade entre os dois limites” (p.33).
Essa ideia surgiu na época em que o livro “A Origem das Espécies”, de Charles Darwin, fora lançado, influenciando vários outros autores a analisarem o desenvolvimento das instituições sociais sob esse viés.
Desde então, outros antropólogos passaram a criticar essa visão do evolucionismo unilinear, em detrimento do relativismo cultural, que “... estáimplicitamente associada à de evolução multinear” (p.34). Sendo assim, “cada cultura segue seus próprios caminhos, em função dos diferentes eventos históricos que enfrentou”(p.36).
Nessa evolução do conceito de “cultura”, Alfred Kroeber sugeriu que o homem é semelhante a qualquer outro animal, entretanto, a “... grande variedade na operação em um número tão pequeno de funções faz com que o homem sejaconsiderado um ser predominantemente cultural” (p.37). Krueber também conclui que o homem cria seu próprio processo seletivo, apesar de dotado de um aparato fisico pobre. “Ao adquirir cultura, perdeu a propriedade animal, geneticamente determinada, de repetir os atos de seus antepassados, sem a necessidade de copiá-los ou de se submeter a um processo de aprendizado” (p.42). Ainda existe, na...
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