Resumo do livro como ordenar as ideias

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Boaventura, Edivaldo M. Como ordenar as idéias.São Paulo: Ática, 1990.
Introdução
A arte de bem exprimir o pensamento consiste em saber ordenar as idéias. Ordem que dá clareza a toda comunicação. Da reflexão, passa-se ao plano. O plano é o itinerário a seguir: “um ponto de partida”, onde se indica o que se quer dizer, e “um ponto de chegada”, onde se conclui. Construir o plano é em ultimaanálise estabelecer as divisões. Todo aquele que tem algo a dizer deve saber esquematizá-lo. Plano para tudo, pois “tudo depende do plano”, segundo Goethe. A propósito, eis a primeira recomendação: o plano traz clareza à exposição. A ausência do plano implica repetição. Elaborar o plano e simplesmente prever o que será comunicado. Refletindo acerca da previsão do que vai anunciar, observam-se pontos queprecisam ser definidos logo no início, outros que devem aparecer no corpo da exposição e alguma coisa, finalmente, deve ser dita para concluir. Em três partes será exposto como se ordenam as idéias ou se organiza um texto. E, também, a aplicação do plano em exemplos, como fez Leon Fletcher. 1. Introdução – o anúncio do tema; 2. Corpo da exposição – o desenvolvimento por partes; 3. Conclusão – oresumo marcante.
1. O anúncio do tema
Anuncia-se o assunto na introdução. A introdução encerra, implicitamente, toda a exposição, dando idéia de como será desenvolvida. A introdução é o espaço onde se anuncia, se coloca, se promete, se desperta… Introduzir é convidar. Mas para que se possa pensar “o que dizer” é preciso haver refletido sobre o assunto, pois anunciar pressupõe reflexão prévia.Refletir antes de anunciar – Antes de tudo, é necessário compreender plenamente o assunto, a partir do enunciado. Para tanto, aplicar todo o espírito em descobrir o alcance, implicações e limites do tema central. A função da introdução – Os receptores, ouvintes e leitores carecem de algo que lhes dê o sentido geral do tema. O convite inicial para refletir sobre as condições prévias da comunicaçãoveio ao encontro de um intenso desejo de transmitir esta experiência de ordenação do texto e da fala. Os requisitos da introdução – Anuncia-se o assunto da seguinte maneira: primeiramente define-se a questão e depois indica-se o caminho a seguir. Esses dois requisitos – definição e indicação – são imprescindíveis a qualquer introdução. Há portanto, dois requisitos essenciais – definição e indicação –e dois acidentais – situação e motivação. Exemplo de introdução – Não basta dizer como se faz; é preciso fazê-lo.
O desenvolvimento por partes
O desenvolvimento do corpo deve ser feito por partes. Dividir o assunto como se dividem as dificuldades em parcelas, para torná-lo mais comunicativo. Esta é a mais importante e fundamental de todas as recomendações. A decomposição como condição dacompreensão – O enunciado do tema encerra um mundo de sugestões, mas, pela reflexão, deve-se eleger o que interessa, e, em torno disso, centrar o ponto de vista. Para compreender é preciso explicar, e só se explica, realmente decompondo. Aproximação do plano definitivo – O plano definitivo surge à proporção que o trabalho se desenvolve – pesquisas e reflexões modificam o esboço, deslocam matérias,invertem o que estava, momentaneamente, estabelecido. No processo de elaboração, parte-se do esboço inicial, que, com tempo, reflexão e estudo, vai-se transformando, até chegar ao plano definitivo. A quantidade das parte – O corpo do assunto pode conter duas partes, no mínimo, ou três, no máximo. O plano de duas partes é mais cômodo e mais fácil porque basta opor a segunda a primeira. Com trêsafirmações, continua Ducassé o esquema se complica. Não dividir e considerar tudo dentro da mesma hierarquia questões principais iguais a questões secundárias. A divisão em partes, portanto comporta subdivisões. Uma vez que as questões principais estão constituídas em partes, é preciso, em seguida, esmiuçar. Há duas maneiras de representar as subdivisões: a clássica, em seções, capítulos etc.; e a...
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