Resumo de textos doutorado

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UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA CENTRO DE CIÊNCIAS HUMANAS, LETRAS E ARTES PROGRAMA INTEGRADO DE PÓS-GRADUAÇÃO EM PSICOLOGIA SOCIAL DISCIPLINA: PSICOLOGIA SOCIAL PROFESSOR: LEÔNCIO CAMINO

RESUMO I
Trabalho apresentado ao Professor Dr. Leôncio Camino como pré-requisito parcial para a conclusão da disciplina Psicologia Social I.

Doutoranda: Thyana Farias Galvão de Barros Orientador: Prof.Dr. José Pinheiro - UFRN

João Pessoa – PB Março/2007

CHAUÍ, M. (1999). Convite à filosofia. São Paulo, Ática. Unidade 2 – A razão – 1º ao 5º Capítulos. pp. 57-89.

Na unidade 2 de Convite à Filosofia, Chauí (1999) busca discutir os vários sentidos (que permeiam a filosofia) da palavra razão no decorrer da história. Desta feita, inicia o 1º capítulo afirmando que tal palavra, dependendo docontexto, pode significar certeza, lucidez, motivo e causa. A palavra razão originou-se da junção da palavra latina ratio com a grega logos, ambas similares no significado: contar, reunir, medir, etc. que nada mais é do que pensar e falar ordenadamente. No início da Filosofia o significado da palavra razão, criado pela racionalidade européia, se opunha a quatro atitudes mentais: ao conhecimentoilusório; às emoções, aos sentimentos, às paixões; à crença religiosa e ao êxtase místico. Isto porque, desde o começo, a Filosofia considerou a razão a partir dos princípios da identidade, da não contradição, do terceiro excluído e da razão suficiente, tendo estes como características importantes o fato de não possuírem um conteúdo determinado, por possuírem validade universal e por seremnecessários. No entanto, com os avanços na sociedade, a Filosofia precisou enfrentar algumas idéias que ampliaram a compreensão da razão. Isto levou um importante filósofo francês, Merleau Ponty, a dizer que a Filosofia precisava encontrar uma nova idéia de razão, uma “razão alargada”, na qual pudesse entrar novos princípios de racionalidade, bem como as descobertas científicas. No capítulo 2, esta mesmafilosofia reconhece duas grandes modalidades da atividade racional: a intuição ou razão intuitiva que se configura como a compreensão global e instantânea de uma verdade, de um objeto, de um fato; e o raciocínio ou a razão discursiva que nada mais é do que um processo de conhecimento, através de provas e demonstrações das verdades. No 3º capítulo, a autora aponta questionamentos ao surgimento darazão, afirmando que a Filosofia ofereceu durante séculos duas respostas: o inatismo e o empirismo. O primeiro pode ser descrito a partir de dois filósofos: Platão e Descartes. O Inatismo Platônico sugeria que os indivíduos nasciam com a razão e as idéias verdadeiras, já o Inatismo Cartesiano acreditava que nosso espírito possuía três tipos de idéias: Adventícias (as que se originam das nossassensações, percepções e lembranças), Fictícias (criadas pela nossa fantasia e imaginação) e Inatas (racionais e existem por já nascermos com elas). Em oposição a esta corrente, os defensores do Empirismo afirmam que a verdade, a razão e as idéias racionais são adquiridas por nós através da experiência. Os maiores defensores do Empirismo foram os Filósofos ingleses dos séculos XVI ao XVIII Francis Bacon,John Locke, George Berkeley e David Hume. No entanto, como

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todas as questões da Filosofia, a discussão dos princípios racionais a partir do Inatismo e o Empirismo passaram por problemas e questionamentos que precisavam ser compreendidos e solucionados. Então, no 4º capítulo, a discussão se dá quanto às soluções para os princípios racionais, propostas pela Filosofia, através das divergênciasentre o Inatismo e o Empirismo. Estas resoluções se deram em dois momentos: o primeiro encontra-se na Filosofia de Leibniz, no século XVII, que estabeleceu uma distinção entre verdades de razão (inatas) e verdades de fato (empíricas);o segundo na Filosofia de Kant, conhecida como “revolução copernicana” em Filosofia, no século XVIII, isto é a revolução do geocentrismo para o heliocentrismo...
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