Resumo da historia politica do antigo oriente proximo

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A POLITÍCA DO ANTIGO ORIENTE PROXIMO

No Egito a sociedade seguia o modelo tradicional imutável, na Mesopotâmia era diferente, região de muitos povos, teve uma mobilidade social intensa, isto vai torna-la muitas vezes difícil de compreendê-la.
BUROCRACIA E SOCIEDADES ANTIGAS.
Nestas sociedades a definição do que seja burocracia, seria então a existência de um quadro de funcionárioshierarquicamente organizado a serviço do estado. Mostra semelhanças entre estas sociedades e as sociedades modernas e contemporâneas. Segundo o historiador Fábio faversani o termo burocracia nestas sociedades antigas, dependiam muito do modo que elas se comportavam, como podemos observar no caso da sociedade romana nela as pessoas que trabalhavam para o estado tinham uma relação social oupatronato, o funcionário devia obediência ao seu senhor, diferente das sociedades atuais que adotam o modelo impessoal. Para tentar explicar estas diferenças Weber, formula o conceito de burocracia patrimonial, segundo ele, o funcionário racionaliza as regras estabelecidas e as executa, o que se opõe a tradicional obediência ao seu senhor, que não possui regras. Estas diferenças entre as sociedadesmodernas e antigas, do lado antigo a burocracia patrimonial a tradicional relação pessoal entre funcionário e estado, no moderno caracterizado como impessoal, podemos notar outra diferença a questão da competência, pois no Egito era normal um único funcionário acumular varias funções, desde que fosse do interesse do rei, não havia a separação, outra característica desta sociedade. Enquanto nasociedade moderna vemos a capacitação e concurso para o ingresso no quadro de funcionários.
J. David Schloen, a sociedade antiga é um patrimonial house hold (PHM), a ordem social é simplesmente uma extensão da morada do rei ou dos deuses como alguns consideravam seus governantes, portanto são impessoais, exatamente como pensava Weber.
A MONARQUIA FARAÔNICA
De característica teocrata onde o rei eradivinizado, exercia o comando do executivo, do exercito além de ser sumo sacerdote de todos os deuses.
O temo Maat, dá legitimidade ao reino egípcio, pois tem o significado de verdade, justiça e ordem, além de ser considerado como a força que regia o mundo e tinha nome de deusa, sendo o mundo muito frágil precisava de proteção contra o Isfet ou Caos que ao juntar-se com Maat formavam a dualidadeque os egípcios compreendiam as complexidades existentes, se não houvesse a proteção ao Maat, o Caos ou Isfet dominaria o mundo e o deus sol desapareceria.
Sendo o Faraó o governante supremo uma verdadeira divindade, cabia a ele, manter o ciclo da natureza e isso precisaria que fossem feitas oferendas diárias, desta forma seria mantida a coesão social, legitimando suas ordens sobre os súditos e acontinuidade do status quo. O Faraó Amenhotop I, era visto como realmente um deus e cultuado como tal ainda em vida.
A dualidade monárquica faraônica, estudada por Georges Posenet e mais tarde resumida por David O ‘connor e David Silvermann, menciona como o Faraó era um ser humano normal, dotado de limitações, mas quando no seu oficio , especialmente nos rituais e cerimoniais tornava-se umadivindade que ele representava , era como se acontecesse uma incorporação espiritual.
Como o Faraó não poderia estar em todos os lugares, ele era substituído pelo Tjat ou Vizir – uma espécie de ministro - uma administração palaciana e tendo os escribas como seus principais controladores e negociadores burocratas, daí notamos a importância da escrita, esta seria uma das maneiras de administração doFaraó, a outra, segundo Jan Assmann não existia entidades intermediarias, só cabia duas maneiras a de quem mandava no caso o rei, e de quem obedecia que eram os súditos, existi uma terceira, Christopher Eyre, diz haver além da obediência ao Faraó, e os pagamentos de tributos, também as aldeias tinham organizações independentes.

A DIVISÃO EM REINOS DA HISTÓRIA POLÍTICA DO EGITO FARAÔNICO....
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