Resenha

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  • Publicado : 25 de abril de 2013
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‘Verdade e mentira no sentido extra-moral’ é um escrito de Friedrich Nietzsche do ano de 1873 quando estava, portanto, com 29 anos. Neste livro ele trata da questão do tema sobre a verdade.
Este é um dos primeiros livros dele que leio, e o que faz valer a pena ler ‘sobre a verdade e a mentira no sentido extra-moral’ é, principalmente porque é bem interessante ter contato em qualquer altura denossos estudos com o texto para refletirmos um pouco a respeito do que é o conhecimento. Ninguém consegue ficar indiferente a Nietzsche, quer goste dele ou não. Este texto nos mostra toda a sensibilidade do filosofo, que utiliza uma linguagem quase poética (por isto muitos não o consideram filosofo, e sim, poeta), para tratar da discussão sobre a construção da verdade pelo homem, esta verdade querege seu mundo pelo universo da razão.
No início é contada uma pequena fábula, para se manter comparado à visão de que o conhecimento diante a história universal pode ser pequena e uma invenção, acima de tudo. As primeiras palavras em seu texto são de critica e rejeitação ao comportamento da humanidade diante da natureza. Ele debocha dos pensadores que vêem por toda a parte os olhos do universo noser humano, assim ele demonstra o quanto é lamentável, ilusório, transitório, sem finalidade e gratuito fica o intelecto humano dentro da natureza. Nietzsche nos relata através de sua comparação a uma mosca, é que nós, seres humanos, somos muito soberbos em ter um pensamento egocêntrico de que somos a razão de toda existência, o centro de todo universo, já que nós utilizamos nosso intelecto paradesenvolver capacidades como o raciocínio abstrato, a linguagem, a subjetividade e a resolução de problemas. Escondemo-nos por trás de nossa intelectualidade para evitarmos ser prejudicados pelas conseqüências do engano, uma vez que procuramos saciar-se da verdade para satisfazer nossos próprios interesses e quando isso não se faz necessário, o evitamos. Em outras palavras, esta fabula demonstra oquanto somos pequenos e desprezíveis diante do universo. A razão equivale a uma garra (seres humanos são animais) que não passa de um objeto para sobrevivermos no mundo, o efeito geral deste conhecimento, e do intelecto, é, portanto enganar e é desta maneira que ele nos fez sobreviver no mundo “selvagem”.
O homem não tem um impulso à verdade por honestidade, mas sim por conservação. Estamosrepresentando todo o tempo diante dos outros e de nos mesmos, não há um honesto puro, pois não há verdades, essas verdades são uma mentira para privar a humanidade, estamos presos ás ilusões. Para Nietzsche a verdade é um mero acordo feito com o resto da humanidade para que se possamos viver em paz. Nós temos uma representação reduzida do homem, pois o homem não sabe nada sobre si mesmo,  não podemosver as coisas como elas são. Podemos concluir então que tudo é criação do homem e que este quer viver na ilusão.
O intelecto vai ser importante para criar linguagens. E isto vai servir para acabar com a guerra de “todos contra todos”. Nietzsche faz uma objeção sobre a linguagem, pois esta consegue estabelecer algo sobre a verdade. Diz que na linguagem surgem as primeiras leis da verdade, quepela primeira vez, é criada uma diferença considerável entre a verdade e a mentira que nasce na medida em que se busca sobreviver socialmente. “É a linguagem a expressão adequada para todas as realidades?”. È impossível a linguagem obter as coisas em si, a realidade que tomamos é uma mera perda de metáforas sem a noção da origem que esta em sua volta. Se a verdade na forma da tautologia (que é vazia,portanto) não for suficiente, compram-se eternamente ilusões por verdades. As palavras são signos arbitrários, pois se assim não fosse, não haveria tantas línguas no mundo.
O procedimento da razão se forma, em tomar o homem por medida das coisas, pois se acredita que exista essas “coisas” como objetos puros diante de si. Não considera as metáforas de origem como simples metáforas, e sim como...
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