Resenha

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FATEC-PE – Faculdade de Tecnologia e Ciências de Pernambuco. |
RESENHA CRÍTICA |
BAGNO, Marcos. Preconceito linguístico – o que é, como se faz. 15 ed. Loyola: São Paulo, 2002. |

José Xavier
29/05/2012
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| Autor: José Xavier da Silva FilhoOrientador: Prof. Amilton(1º Período, Ciências da Computação, FATEC - PE Faculdade de Tecnologia e Ciências de Pernambuco). |
RESENHA:BAGNO, Marcos. Preconceito linguístico – o que é, como se faz. 15 ed. Loyola: São Paulo, 2002.

O livro Preconceito linguístico – como é, e como se faz, o autor Marcos Bagno, Doutor em Filologia e Língua Portuguesa pela Universidade de São Paulo através dele, aborda questões relacionadas ao preconceito linguístico presente em boa parte da sociedade brasileira. Uma questão importante levantada peloautor é a confusão que muitas pessoas fazem sobre a ideia preconceituosa de que somente quem fala de acordo com a Norma Culta é que fala a nossa língua. Bagno afirma que "o preconceito linguístico se baseia na crença de que só existe uma única língua portuguesa digna deste nome e que seria a língua ensinada nas escolas, explicada nas gramáticas e catalogadas nos dicionários (...)". Logo noprimeiro capítulo o autor menciona oito mitos existentes na vida e na fala dos brasileiros que são um dos maiores culpados pela permanência do preconceito em nossa língua.
No mito nº 1 “A língua portuguesa falada no Brasil apresenta uma unidade surpreendente”, esse mito consiste em o brasileiro, mesmo descendendo de povos diferentes, falar uma mesma língua. o autor fala da diversidade doportuguês falado no Brasil e destaca a importância de as escolas e todas as demais instituições voltadas para a educação e a cultura abandonarem esse mito da unidade do português no Brasil e passarem a reconhecer a verdadeira diversidade linguística de nosso país.
No mito nº 2 “Brasileiro não sabe português/Só em Portugal se fala bem português”, esse pensamento é resultado da consistência de mistura de raças,de povos e de diferentes etnias. O brasileiro não fala, com certa legitimidade, de acordo com os paradigmas portugueses. A língua falada em Portugal é diferente da brasileira. Chegando em prática, portanto, que não é correto afirmar que os brasileiros não sabem falar a língua portuguesa corretamente.
No mito nº 3 “O português é muito difícil”, devido à gramática normativa não considerar oportuguês falado pelos brasileiros, os gramáticos tradicionalistas ajudam na proliferação deste por meio da mídia e em nome do consumismo, refletindo assim no ensino das escolas.
No mito nº 4 “As pessoas sem instrução falam tudo errado”, se guiados pela gramática normativa, o que não tiver de acordo com ela estará errado. O preconceito em si, é em relação às classes desfavorecidas, que não obedecem asnormas gramaticais. Nasce também, do preconceito linguístico, um preconceito social em relação às condições financeiras e regionais.
No mito nº 5 “O lugar onde melhor se fala português no Brasil é no Maranhão”, há uma conservação de um aspecto único da linguagem clássica literária, que mantém relações com a língua falada em Portugal, pois lá se usa o pronome tu seguido das formas verbais clássicas.Entretanto, após uma reorganização do sistema pronominal, substituiu-se o tu por você. A valorização desse mito desrespeita a variedade que a língua sofre.
No mito nº 6 “O certo é falar assim porque se escreve assim”, existe diversas formas de falar o português de acordo com cada região no Brasil. Essa variedade da representação da palavra ou da língua escrita não deve ter relação com o modo quese fala. O maior propagador desse mito é o ensino tradicional, que determina a pronúncia da palavra de acordo com a forma escrita, supervalorizando a escrita e desvalorizando a variedade da língua falada.
No mito nº 7 “É preciso saber gramática para falar e escrever bem”, a língua é um fenômeno dinâmico, muda com o tempo e com as transformações na sociedade; a gramática, porém, não se...
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