Resenha - a luta pelo direito

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CENTRO UNIVERSITÁRIO ______
CURSO DE _____ – ______
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A LUTA PELO DIREITO



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A LUTA PELO DIREITO

Resenha crítica apresentado na disciplina de _________ doCurso de Bacharel em ____________
Prof. ____________


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A Luta pelo Direito – Rudolf Von Ihering

CAPÍTULO I
Introdução

O direito é uma idéia prática, isto é, designa umfim, é essencialmente dupla, porque contém o fim e o meio.
Jamais se pode, absolutamente, separar: a luta e a paz; a paz é o termo do direito, a luta é o meio de obtê-lo. Pode-se objetar que a luta e a discórdia são precisamente o que o direito se propõe evitar, quando implica uma perturbação, uma negação da ordem legal, e não uma condição necessária da sua existência.
O direito não é uma idéialógica, porém idéia de força; é a razão porque a justiça, que sustenta em uma das mãos a balança em que pesa o direito, empunha na outra a espada que serve para fazê-lo valer.
A espada sem a balança é a força bruta, a balança sem a espada é o direito impotente; completam-se mutuamente
O direito é o trabalho sem tréguas, e não somente o trabalho dos poderes públicos, mas sim o de todo o povo.Se quiser falar da paz sem a luta, do gozo sem o trabalho, torna-se necessário pensar nos tempos do Paraíso, porque nada se conhece na história que não seja o resultado de penosos e contínuos esforços.
Conforme a doutrina de Savigny e Puchta, sobre a origem do direito, não é necessário lutar; até mesmo é inútil a investigação, porque essa força da verdade que ocultamente age na vida, avança compasso lento, porém firme e sem violentos esforços. O direito desenvolve-se sem necessidade de investigações, inconscientemente, empregando-se a palavra que se introduziu, organicamente, intrinsecamente, como a linguagem.
É preciso corrigir ousadamente a teoria de Savigny e Puchta, sobre a origem do direito. Poder afirmar que o nascimento do direito é sempre como o do homem, — um parto doloroso edifícil
Se colocarmos então o princípio do direito ao lado do privilégio, declara-se por esse fato só a guerra a todos os interesses. Está no instinto da conservação pessoal que os interesses ameaçados a mais violenta resistência, dando vida a uma luta. Este é o único meio de explicar como as instituições, durante tanto tempo condenadas em princípio, perduram por muitos séculos, não sendo a visinertiae que as mantém, mas a oposição, a resistência que fazem aos interesses violados.
Um direito concreto que invoca a sua existência para pretender uma duração ilimitada, a imortalidade, despreza a idéia do direito, sobre a qual se apóia, porque o direito será eternamente o porvir.
O direito deve estudar e investigar, sem interrupção alguma, o verdadeiro caminho, e encontrando-o, abatertodos os obstáculos que se lhe opõem e o impedem de avançar.
Forçoso é reconhecer-se que a energia e o amor com que um povo defende suas leis e seus direitos estão em relação proporcional com os esforços e trabalhos empregados em alcançá-los. E, quando Deus quer a prosperidade de um povo, não lha dá por meios fáceis, porém por caminhos mais difíceis e penosos.
Neste sentido não vacilamos emproclamar que a luta, que exige o direito para se tornar prático, não é uma maldição, mas a graça.

CAPÍTULO II
O interesse na luta pelo direito

Quando o cavaleiro da Idade Média enviava o cartel de desafio, aqueles que presenciavam a luta podiam pressentir perfeitamente que não se lutava somente pela coisa em seu valor material, defendia-se o direito de cada um, sua honra e sua própria pessoa....
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