Resenha sobre o livro “a forma na arquitetura” e o filme “a vida é um sopro” de oscar niemeyer.

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  • Publicado : 12 de julho de 2012
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Resenha sobre o livro “A Forma na Arquitetura” e o filme “A Vida é um Sopro” de Oscar Niemeyer.
Oscar Ribeiro de Almeida de Niemeyer Soares Filho é um arquiteto brasileiro, nascido no Rio de Janeiro, em 15 de dezembro de 1907 e criado no bairro das Laranjeiras.
No livro “A Forma na Arquitetura” e no filme “A Vida é um Sopro” o arquiteto considerado um dos nomes mais influentes na ArquiteturaModerna internacional conta de forma simples e descontraída a história de sua infância, sua vida dentro da arquitetura e como criou seus principais projetos.
Ele mostra como revolucionou a Arquitetura Moderna, com a introdução da linha curva e a exploração de novas possibilidades de utilização do concreto armado. Fala sobre seu ideal de uma sociedade mais justa e de questões metafísicas como ainsignificância do Homem diante do Universo.
Niemeyer desde criança gostava de desenhar. E gosta de lembrar-se da sua juventude, que passou na casa das Laranjeiras, das festas de aniversário que haviam lá, das conversas alegres depois do jantar, de seu tio contando suas aventuras, e o seu avô observando a família se multiplicar. E em 1945 entro para o Partido Comunista.
O livro é um relato sobrea sua busca por uma forma que fosse exclusivamente sua. O arquiteto conseguiu imprimir a sua arte, sua identidade em seus projetos. Ao olharmos os prédios, colunas e monumentos, vemos Oscar Niemeyer com suas formas livres e ousadas.
“Não é o ângulo reto que me atrai, nem a linha reta, dura, inflexível, criada pelo homem. O que me atrai é a curva livre e sensual, a curva que encontro nas montanhasdo meu país, no curso sinuoso dos seus rios, nas ondas do mar, no corpo da mulher preferida. De curvas é feito todo o universo, o universo curvo de Einstein.” Oscar Niemeyer.
Indo de encontro ao funcionalismo, Oscar Niemeyer discute as questões a cerca da forma utilizada na arquitetura, que pode ser desde a monotonia do ângulo reto à leveza das curvas. Ele usou sua influência clássica econseguiu ousar, deu liberdade à sua criação. A inspiração vem das mulheres e das montanhas cariocas. Assim dizia Le Corbusier: “Oscar, você tem as montanhas do Rio dentro dos olhos”. Mas a forma abstrata e solta é o que mais o atrai e, daí surge, primeiramente, Pampulha com suas formas diferentes e abóbadas variadas. A arquitetura vira contestação e desafio. Uma forma contemporânea.
Este pequeno livro éum passeio pela ousadia dessa arquitetura que de tão atraente e inovadora saiu do Brasil e ganhou o mundo. Sem dúvida um rico documento para entender a forma de Oscar Niemeyer.
No filme ele começa contando um sonho que teve uma vez, neste sonho o Rio de Janeiro não tinha sido ocupado. Como se fosse o mesmo panorama que Cabral viu quando chegou.  A cidade era linda, a natureza era fantástica, ospássaros, os bichos, era tudo muito incrível. Então ele diz “Seria um paraíso assim guardado no tempo né? Por isso é que um dia o Sartre disse: quem sabe o mundo não seria melhor sem os homens.”.
Ele fala da importância da liberdade e da fantasia em qualquer esfera da atividade humana, principalmente na arquitetura. Ele da um depoimento sobre Lucio Costa que foi com quem começo a trabalhardentro da arquitetura:
“Eu aprendi na vida, aprendi no escritório do Lucio Costa... Naquele período, quando a gente estava no meio do curso à ideia, a preocupação era sempre trabalhar numa firma construtora. Eu que tava até desempregado, tava casado e com poucas possibilidades de dinheiro, eu preferi ir trabalhar com o Lucio de graça. Porque eu queria fazer uma boa arquitetura. E foi lá que euaprendi.”
Recém-formado e decidido a fazer uma boa arquitetura, mesmo desempregado e casado, trabalhou sem remuneração no escritório de Lúcio Costa.
Oscar Niemeyer faz referência do encontro com Le Corbusier, o grande mestre da Arquitetura Moderna da época; de sua participação, ao lado de um ou de outro, em obras fundamentais, como o prédio do então Ministério da Educação e Saúde (hoje Palácio...
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