Resenha sobre o livro pedagogia da autonomia

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  • Publicado : 4 de dezembro de 2012
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UNIVERSIDADE JOSÉ DO ROSÁRIO VELLANO – UNIFENAS

THAÍS CRISTINA FERREIRA DOS SANTOS

RESENHA SOBRE O LIVRO:
PEDAGOGIA DA AUTONOMIA DE
PAULO FREIRE

“Não há docência sem discência”.

Alfenas – MG
2012
RESENHA SOBRE O LIVRO: PEDAGOGIA DA AUTONOMIA

Oprimeiro capítulo de Pedagogia da Autonomia de Paulo Freire começa falando da prática educativa. O autor relata sobre a base fundamental da prática do educador em relação ao educando, não uma relação professor/aluno de forma simples como conhecemos, mas ele compreende a dimensão humana do professor, sujeita as pressões do corre-corre do dia a dia que ao passo que explica não pode justificar umaprática descompromissada com a opção feita. Deste modo ele percorre todos os capítulos sobre as exigências fundamentais para o ato de ensinar.

Por meio do livro, é perceptível a paixão do autor pelo processo de aprender e ensinar do Ser Humano. Paixão de quem acredita de corpo e alma que não existe educação sem relacionamento; que não existe relacionamento sem respeito ao outro; que não existerespeito sem confiança e nem confiança sem compromisso. E este compromisso para Paulo Freire não é nada mais que o velho e simples “amor”, que se entrega na crença da esperança, de que todos podem ser sempre mais e melhor.
A principal palavra do primeiro capítulo de “Pedagogia da Autonomia” de Paulo Freire é o relacionamento, que é posto pelo autor como uma chave fundamental na construçãodo ato de aprender e ensinar entre educador/educando, o qual baseia este relacionamento sobre o compromisso ético de superação e construção de autonomia. O autor ao afirmar que “não existe docência sem discência”; argumenta que é impossível não haver uma responsabilidade mútua por parte dos professores e alunos, apontando com essencial cuidado o papel significativo de cada um, em especial o modopara a prática do educador.

O autor acredita que ensinar exige pesquisa, e pesquisar aquilo que se ensina, é comprometer-se com a qualificação do conteúdo ensinado e respeito as condições do educando. Para ele o simples ato de qualificar o conhecimento dos educandos enquanto ferramentas de ampliação destes saberes somados ao saber do educador, que exige e constrói o próprio educando como oprocesso de aprendizagem.
Para Freire, o educando é o centro do processo de aprendizagem, o autor fala da importância do “pensar certo”, e afirma que ensinar exige a corporeidade das palavras através do exemplo; risco, aceitação do novo e rejeição a discriminação, sobre uma constante reflexão crítica desta prática com o reconhecimento e a assunção da identidade cultural dos indivíduos.
Assim,transformar a experiência educativa em puro treinamento técnico, é desdenhar o que há de fundamentalmente humano no exercício educativo; o seu caráter formador. Exigindo assim a busca de uma crítica permanente aos desvios fáceis e tentadores, que fazem com que as pessoas se deixem levar pelas dificuldades que os caminhos do processo educativo possam apresentar.
No segundo capítulo oautor observa a construção ética no relacionamento entre professor /aluno. Se volta completamente para o ato em si do educador que é possibilitar ao educando condições de construção de conhecimento de forma crítica, afinal como ele mesmo afirma, “ensinar não é transferir conhecimento”.
Paulo Freire alega que ser ético é assumir-se e possibilitar ao outro condições para também assumir-se diantedo mundo. Para ele a linguagem, a cultura e a comunicação em níveis mais profundos e complexos estão envolvidos no processo de invenção da existência, inscrevendo todas as pessoas como seres éticos que por sua vez são capazes de interferir no mundo, de decidir, de escolher, compreendem que somente seres que se tornam éticos podem romper com a ética.
O autor não busca impor seu pensamento;...
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