Resenha morgenthau

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  • Publicado : 2 de outubro de 2012
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Hans Joachim Morgenthau foi um dos atores principais na construção do realismo moderno dentro da política internacional. Nasceu em Coburgo, Alemanha, em 17 de fevereiro de 1904, tendo falecido de uma breve doença em 19 de Julho de 1980, em Nova Iorque. Estudou direito em universidades renomadas da Alemanha, para então passar a ser professor na Suíça e Espanha, indo mais tarde para os EstadosUnidos, onde daria aula na Universidade de Chicago. Ao longo de sua vida, escreveu vários livros de suma importância para o estudo das Teorias de Relações Internacionais (assim como para outras áreas), incluindo sua primeira e principal obra, “A Política Entre As Nações”, publicada em 1948, em Nova Iorque, logo após a Segunda Guerra Mundial.
Este trabalho trata-se de uma resenha do primeiro capítulodesta obra, em que o autor apresenta muitas das suas idéias sobre a Política Internacional, onde ele reforça sempre o caráter realista necessário para que o estudo desta seja satisfatório e apresente resultados mais acurados sobre as Relações Internacionais, utilizando-se de formas mais empíricas de estudo. Assim, é Morgenthau a quem normalmente são atribuídas as bases teóricas do RealismoModerno, que norteou a política externa da maioria dos países nas décadas de 1950 até 1970 (Sarfati, páginas 87 e 88, 2005).
O autor, desde o início de sua tese, explicita o porquê para acreditar que a melhor forma de estudo das relações internacionais seria a de âmbito realista: o idealismo, segundo Morgenthau, apenas repetiria idéias passadas de outros pensadores, e nada teria a adicionar àsdiscussões atuais, além desse tipo de pensamento não considerar a consciência racional da humanidade (que tem capacidade de ver a realidade da forma que ela é) e esquecer-se que a opinião pública é fraudável (as pessoas podem ser manipuladas para apoiarem qualquer ideal), dentre outros pontos.
Morgenthau, desta forma, inicia sua teoria propondo uma agenda acadêmica para o realismo, que se põe ainvestigar as relações entre as nações e as forças que envolvem esse relacionamento, enfatizando como deveria ser a política externa norte-americana, no contexto Pós-Segunda Guerra Mundial (bipolarismo, cujos centros estão fora da Europa Ocidental; divisão da unidade moral em dois sistemas antagônicos de pensamento; e desenvolvimento das tecnologias nucleares). Assim, segundo ele, cada país clamariapossuir a moralidade correta a ser seguida por toda humanidade, o que ia contra a ideia idealista de existir uma moral ou ética universal (claramente, desacreditada por Morgenthau).
Assim, o autor continua sua tese embasando-se no princípio de que a paz mundial somente seria possível por meio de um mecanismo de equilíbrio de poder, o que o fez criar seis preceitos básicos que, a priori, deveriam sercompletamente compreendidos e aceitos para que este mecanismo pudesse ser posto em prática. Estes princípios, conhecidos como os “Seis Princípios Realistas das Relações Internacionais”, são basicamente:
1. A natureza humana que determina qualquer tipo de relação política, já que as duas, tanto natureza como a política, são determinadas por leis objetivas (como a lei da sobrevivência). Aqui oautor também comenta da importância que antigas teorias têm e que não devem ser tomadas como obsoletas e não importantes;

2. Os interesses do Estado são condicionados à sua condição existencial, e não a julgamentos morais, com a avaliação racional dos ganhos e perdas no campo da política externa. Não se pode concluir de que alguma política terá um efeito favorável ou que será aceita ao apenasanalisarmos a moral e as intenções pessoais dos políticos por trás desta;

3. O interesse como um conceito representativo de poder tem validade universal, e é constante na história da humanidade, mesmo na ausência de Estados.

“O tipo de interesse que determina a ação política (...) depende do contexto político e cultural dentro do qual é formulada a política externa.” (Morgenthau,...
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