Resenha foucault

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  • Publicado : 14 de setembro de 2012
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* Mudança no sistema penal: desaparecimento dos suplícios, dos corpos esquartejados e da espetacularização da punição entre os séculos XVIII até meados do século XIX.
* Transforma-se em penalização institucionalizada. Com regras, júri e a modulação dos castigos segundo os indivíduos culpados.
* A punição deixa de ser eficiente devido a espetacularização. A percepção da punição deixa deser diária e visível e passa a ser atribuída ao nível da consciência. É a certeza da punição que desestimula o crime, não o teatro em torno da punição.
* A punição do condenado é uma vergonha a justiça. A justiça esconde as formas de punir e, dessa forma, se protege do sistema de punição que ela mesma impôs.
* O essencial da pena agora é corrigir, educar, curar.
* O castigo não sefaz a partir do suplicio do corpo, mas da privação dele da liberdade, considerada como direito e bem. É uma economia dos direitos. Os direitos são suspensos.
* A penalidade não envolve o corpo diretamente, no sentido que elimina a dor. Um médico na prisão garante que o condenado não sentira os males físicos da condenação, mas não deixa de garantir que ele seja condenado. Trata-se da execução“humanizada”.
* Uma só pena para o mesmo crime. Pena que deve ser rapidamente cumprida e sem grandes sofrimentos e exposições.
* A guilhotina tira a vida (quase sem tocar o corpo), a prisão tira a liberdade e a multa tira os bens.
* Até meados do século XIX as penas, apesar de não mais se concentrar no suplicio do corpo, mantinham poder sobre eles. Agora com a privação da liberdade, daalimentação, sexo, trabalho forçado e a masmorra representam a punição moderna do corpo.
* O castigo agora não atua mais sobre o corpo, mas sobre a alma, o coração e o intelecto. Além das vontades e disposições.
* A pena não vida mais somente sancionar o crime, mas corrigir os indivíduo, controla-lo, modificar suas disposições criminosas. Tal punição só cessa após obtenção dessesresultados.
* A alma do indivíduo faz parte da punição. Ela é convidada a participar do julgamento não como parte da responsabilidade do crime, mas também como parte da punição.
* A ciência ocupa um papel de justificar cientificamente não somente as infrações, mas também o papel do individuo. O que ele é ou o que pode vir a ser.
* Os juízes passam a julgar, além dos crimes, a alma doscriminosos.
* O criminoso não é punido somente pelo objetivo de castigar um ato, mas com o objetivo de curar o criminoso, de adequá-lo a sociedade.
* O saber científico qualifica a justiça criminal. Os discursos científicos, o saber, as técnica se entrelaçam com o exercício do poder de punir.
* Apesar de não se tratar sempre de castigos violentos do corpo, trata-se de uma economiapolítica do corpo, da submissão de suas forças, potencialidades. Além da docilização dos corpos.
Capítulo 3
* A peste sucitou esquemas disciplinares. As pessoas eram disciplinadas a cumprir os requisitos impostos em nome da proteção. Horários e maneiras desse agir em sociedade, regras para existir. Isso tudo baseado em vigilância e controle.
* A lepra, em contrapartida, exclui, elimina.Representa o sonho de uma sociedade pura. A peste é o sonho da sociedade disciplinar.
* A cidade pestilenta é aquela hierarquizada, fiscalizada, documentada. É a utopia da cidade perfeitamente governada. É o próprio exercício do poder disciplinar.
* Se pensarmos ao invés de peste todas as confusões e desordens, observa-se o alcance da sociedade disciplinar e de seu poder.
* A partir docomeço do século XIX observa-se o poder disciplinar sendo marcado pela exclusão. Como, simbolicamente, marcado pela imagem do leproso, os hospitais, os hospícios, as prisões marcam a sociedade disciplinar moderna. A exclusão do indivíduo nessas instituições garante o controle individual através do reconhecimento em um modelo de divisão binária e de marcação (normal – anormal, louco – não...
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