Resenha filme hide and seek

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  • Publicado : 14 de outubro de 2012
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RESENHA PSICOLÓGICA DO FILME "O AMIGO OCULTO" (HIDE AND SEEK)

No início do filme, vemos uma família aparentemente feliz, com a mãe colocando a filha (a fantástica Dakota Fanning!) para dormir, depois de brincar com ela de amigo oculto (o nosso esconde-esconde). Logo depois, temos uma cena em que essa mesma mãe se suicida na banheira. Mas a impressão que a criança teve, ao ver o pai com a mãemorta na banheira, foi outra: o pai havia assassinado a mãe dela. Após esse momento traumático para ambos, tudo é modificado, inclusive o comportamento deles.
O pai decide levar a filha para uma cidade do interior, mesmo a psicóloga dela dizendo-lhe que talvez não fosse uma boa idéia, por se tratar de um momento difícil, traumático para a criança. Mas creio que o pai fez isso para proteger acriança, por se sentir culpado pelo que aconteceu. Na verdade, era uma superproteção por parte do pai.
Há uma cena perturbadora, logo quando eles chegam na nova casa: a menina vai até uma caverna, e fica assustada, deixando a boneca cair no chão. Ali teria sido o primeiro encontro com o "amigo oculto", Charlie, que foi uma nova persona criada pelo pai, com uma atitude totalmente diversa da dele. Noprincípio, Charlie era legal, segundo a menina, parecido com a mãe dela. De início, era uma brincadeira, um jogo. A partir daí, o filme fica confuso, morno.
O pai da menina era psicólogo, portanto, não podia diagnosticá-la. Mas em alguns momentos, vemos o mesmo fazendo isso, anotando suas impressões num caderno.
Os flashes (cenas) mostram como o comportamento daquele pai foi sendo modificado. Umapersona potencial e profundamente perturbadora. Era como se a lente do diretor estivesse entrando no inconsciente do personagem principal. Aprendemos, ao estudar Psicologia, ou ver filmes desse tipo, que para compreender o funcionamento do inconsciente, temos de analisar e entender nossos próprios sonhos, nossos próprios atos falhos e razões porque cometemos nossos lapsos e enganos. Freud disseque as tendências destrutivas do homem brotam de um lado sombrio da alma. E o que vemos, durante todo o filme, é a mente sombria do personagem principal agindo.
Outra intenção do diretor foi criar um clímax emocional no telespectador de tal maneira que acaba, em alguns momentos, confundindo-o sobre quem era o tal "amigo oculto" da menininha: seria uma criatura das sombras? Ou uma criação da mentedela? Só do meio do filme em diante é que há pistas concretas nesse sentido. Típico em filmes de suspense. A partir daí, respeito, cuidado e consideração a menininha só teve da sua psicóloga. Os vizinhos só aparecem de vez em quando. É incrível como um sentimento de mal-estar nos domina, em muitos momentos do filme. Chega a ser angustiante. Tudo ao mesmo tempo: uma confluência de distorções domundo externo e interno (o que estudamos como "projeção"); houve também um modus operandi do personagem principal, construindo uma argumentação intelectualmente convincente e aceitável, que justificava o estado deformado da sua mente (o que estudamos como "racionalização"); os sonhos, sempre às 2:06 da manhã, funcionam como se fosse um gatilho que detonaria a volta do personagem David; os desenhos damenina na parede e as brincadeiras dela com o tal "amigo oculto" que nunca aparecia. Quanta confusão num só filme!
Começam a surgir algumas frases fortes no banheiro que, segundo a menina, são escritas por Charlie. Uma delas diz: "Você a deixou morrer" e há aí uma cena idêntica à da morte da mãe da menina. Em um dado momento, a menina, muito amedrontada, disse que não precisava de mais nenhumamigo. Com o pai, a menina agia de um jeito, com Charlie, de outro. Ao mesmo tempo em que achamos que era o pai em cena, era Charlie. Uma mente doentia. Trauma causa dor.
Insights, flashes. Aparece o gato morto no banheiro. A psicóloga vem visitá-la. Decidem levar a menina para a cidade. Em um determinado momento, a menina não quis mais a luz no quarto.
A parte mais confusa do filme: a visita...
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