Resenha do texto “o debate sobre o utilitarismo”

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Marcelle Santos Macêdo
Ciências Sociais – Filosofia 2
Prof.ª Gisele Secco
Resenha do texto “O debate sobre o Utilitarismo”

No capítulo 8 do livro Elementos da Filosofia Moral, de James Rachels, que trata sobre da filosofia moral em relação ao modo como vivemos a vida, tem como o tema principal a teoria utilitarista. O autor discute acerca do que era a teoria clássica do utilitarismo emcontraposição com o utilitarismo contemporâneo, e mostra os argumentos contra e a favor a essa teoria.
No primeiro momento de seu texto, Rachels fala sobre a versão clássica do utilitarismo, que estabelece como ponto mais importante as conseqüências das ações. Em relação às conseqüências o que importa é a quantidade de felicidade ou infelicidade que acompanha as ações, sendo essa felicidade ouinfelicidade não só do agente como também de todos aqueles implicados pela ação. Assim, de acordo com o utilitarismo clássico as ações são ditas como moralmente corretas quando se estabelece um equilíbrio entre a quantidade de felicidade e infelicidade originada nas suas conseqüências.
Os utilitaristas possuem variantes em suas teorias. De forma geral, os utilitaristas contemporâneos defendem que ateoria clássica só precisa ser “aperfeiçoada”. Um exemplo de utilitarista contemporâneo que aparece no texto é G.E. Moore, que estabelece três coisas necessariamente boas (amizade, prazer e fruição estética), e tudo aquilo que faz aumentar essas três coisas é considerado correto, todas as ações que as aumentam são corretas. Em relação a variantes nas teorias clássicas há utilitaristas que defendemque as ações corretas são aquelas que produzem os melhores resultados e há outros que dizem que o certo é aumentar ao máximo a satisfação das pessoas.
James Rachels discute depois sobre se a felicidade é a única coisa que importa na vida, e fala sobre o hedonismo. O hedonismo, de acordo com o autor, remonta a Grécia Antiga e é uma teoria popular que estabelece que a felicidade seria o “bemúltimo”.
Para os utilitaristas contemporâneos o hedonismo nunca foi visto como necessário para a teoria utilitarista. Esse hedonismo, que existia na teoria clássica, foi criticado pelos anti-utilitaristas. Os utilitaristas clássicos argumentavam que a felicidade ou infelicidade sentida em certas situações, como, por exemplo, no caso da pianista que fica incapacitada de tocar após um acidente sofrido,torna a situação boa ou ruim. Assim, os críticos argumentavam que felicidade ou infelicidade sentida não tinha a capacidade de tornar situações em boas ou ruins, pois as situações já eram consideradas boas ou ruins por si mesma. Só o fato de ter ocorrido o acidente e a pianista ter lesado as mãos já é algo ruim independente da infelicidade sentida após o ocorrido.
O texto fornece ainda trêsargumentos contra a idéia fundamental da teoria, já mencionada, de acordo com a determinação de uma ação correta pelas suas conseqüências. Os casos de justiça, direitos, e razões referentes ao passado, essa idéia de se guiar pelas conseqüências é posta em prática em exemplos fictícios que acabam demonstrando a ineficácia desse ponto da teoria utilitarista clássica.
No caso da justiça o autor fornece oexemplo do falso testemunho, no qual o homem inocente seria condenado, mas em compensação os confrontos e linchamentos dentro da cidade cessariam. No exemplo em relação aos direitos, fala sobre a violação de privacidade com fotos sensuais forçadas da Sra. York [violação] que causou sua infelicidade, mas por outro lado teve uma grande quantidade de prazer gerada ao pessoal do departamento de polícia.E por último, em relação às razões referentes ao passado, o exemplo se voltava para uma promessa não cumprida em troca de um pequeno ganho de utilidade, que para o utilitarismo seria considerado mais importante. Nesse último caso, “o utilitarismo torna o passado irrelevante”.
Em relação a outro fundamento da teoria utilitarista de que devemos tratar o bem-estar de cada indivíduo com a...
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