Resenha do livro - discurso sobre a origem e os fundamentos da desigualdade entre os homens.

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BIBLIOGRAFIA

ROUSSEAU, Jean-Jacques. Discurso sobre a origem e os fundamentos da desigualdade entre os homens. Porto Alegre: Editora L&PM, 2008.

RESENHA

Discurso sobre a origem e os fundamentos da desigualdade entre os homens.

São consideradas na espécie humana duas espécies de desigualdade: a natural ou física, porque é estabelecida pela natureza, e que consiste na diferençadas idades, da saúde, das forças do corpo e das qualidades do espírito, ou da alma; a outra que se pode chamar de desigualdade moral ou política, porque depende de uma espécie de convenção, e que é estabelecida ou, pelo menos, autorizada pelo consentimento dos homens. Consiste esta nos diferentes privilégios de que gozam alguns com prejuízo dos outros, como ser mais ricos, mais honrados, maispoderosos do que os outros, ou mesmo fazerem-se obedecer por eles.
Não se pode perguntar qual é a fonte da desigualdade natural, porque a resposta se encontraria enunciada na simples definição da palavra.

Este discurso marca o progresso das coisas e o momento em que, sucedendo o direito à violência, a natureza foi submetida à lei; explicar por que encadeamento de prodígios o forte poderesolver-se a servir o fraco, e o povo a procurar um repouso em idéia pelo preço de uma felicidade real.

O Discurso – 1ª parte:

A teoria comparada fez poucos progressos, e as observações dos naturalistas são ainda muito incertas, para se estabelecer sobre tais fundamentos em um raciocínio sólido, mas será exposto como se vê o homem hoje, andando com dois pés, servindo-se de suas mãos,dirigindo o olhar para toda a natureza e medindo com os olhos a vasta o céu.
Considerando tal como deveria ter saído das mãos da natureza, é possível de se ver um animal menos forte do que uns, menos ágeis do que outros, porém, mais organizado do que todos. Influencia da natureza, que fez com eles o que a lei de Esparta fazia com os filhos dos cidadãos: torna forte e robusto os que sãobem constituídos e faz morrer todos os outros, divergindo nisso das nossas sociedades, em que o Estado, tornando os filhos onerosos aos pais, os mata indistintamente antes do nascimento.

O corpo do homem selvagem é o único instrumento que conhece, logo, ele o emprega para diversos usos, os quais, por falta de exercício, os nossos diferentemente são incapazes. A indústria tira a força e aagilidade que a necessidade obrigaria a adquirir.
Com relação a moral e aos deveres, os homens nesse estado, não podiam ser bons nem maus, nem tinham vícios nem virtudes, a menos que se chamem vícios as qualidades que poderia prejudicar sua própria conservação, e virtudes as que podem contribuir para essa conservação.
Com tão poucas fontes de males, os homens em seu estado denatureza, não possuiam necessidade de remédios, e muito menos de médicos.
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Nesse mesmo sentido de dependência, os homens, que tinham paixões pouco ativas, mais ferozes do que maus, não estavam sujeitos a contendas muito perigosas. Não tinham entre si nenhuma espécie de comércio, e não conheciam a vaidade, nem a estima, nem o desprezo. Encaravam as violências como um mal fácil dereparar.

Haja vista que o próprio amor, como as outras paixões, só na sociedade se tornou esse sentimento impetuoso para os homens.

As diferenças que distinguem os homens, muitas naturais, são obras do hábito e dos vários meios de vida adotados pelos homens na sociedade. Portanto, um temperamento robusto ou delicado, a força ou a fraqueza, vêm muitas vezes mais da maneira duraou branda que foi criado do que pela própria constituição primitiva dos corpos.
o mesmo acontece com o espírito, onde a educação não só estabelece diferença entre os espíritos cultivados como os inerentes ao homem. Quando um gigante e um anão marcham na mesma estrada, cada passo representa nova vantagem para o gigante. Ora, se se comparar a diversidade prodigiosa do estado civil com a...
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