Resenha do filme hotel ruanda

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  • Publicado : 28 de março de 2013
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RESENHA DO FILME "HOTEL RUANDA"
DIRETOR TERRY GEORGE




















APRESENTAÇÃO


Esta resenha, baseada na trama do filme Hotel Ruanda, pretende, inicialmente, relatar a situação de calamidade ocorrida em Ruanda. Entretanto, a exposição de um olhar crítico – primando essencialmente pela clareza e objetividade – é a intenção principal deste trabalho. A dominação edifusão de rivalidades entre as etnias hutu e tutsi, estimulada, a princípio, pelos belgas, a parca assistência de instituições internacionais, bem como a indiferença da mídia global frente às mazelas vivenciadas pela população de Ruanda são aspectos abordados nas páginas a seguir.

















Hotel Ruanda, filme produzido no ano de 2004, trás à tona uma história realocorrida em 1994, em Kigali, capital de Ruanda, na qual Paul Rusesabagina, gerente de um hotel de luxo, arriscando a própria vida e de sua família, consegue salvar a vida de mais de 1200 pessoas durante um genocídio que marcou a história daquele país. O filme é estrelado por Don Cheadle e Nick Nolte.
Situado no continente africano, Ruanda é um pequeno país colonizado pela Bélgica. Durante essacolonização os belgas criaram duas etnias baseados em características físicas como cor de pele, formato do nariz, dentre outras, separando os mais altos e bonitos (na opinião dos belgas, os tutsis) e os mais pobres e feios (os hutus), registrando esta classificação nos documentos daquelas pessoas. A partir daí promoveram a submissão da etnia “hutu” à “etnia” tutsi, que comandaram o país durante décadas,gerando o ódio entres eles.
As etnias criadas pelos belgas não percebiam que eram manipuladas pelos seus verdadeiros opressores. Situação cômoda para os “tutsis”, etnia considerada superior, que reprimiam os “hutus” e impunham-lhes condições desumanas de trabalho e elevadas cargas tributárias até que estes se revoltaram.
O cenário de revolta se estendia pelos dois lados e o caos estava instituídono país. Havia no país uma tropa chamada Interahamwe, formada por hutus, que era treinada e armada pelo exército nacional com o objetivo de eliminar a etnia rival. Estes milicianos eram impiedosos e se utilizavam de meios cruéis para executar sua missão e para isso contavam com a participação da população hutu, que era insuflada e conclamada a exterminar seus compatriotas pela rádio local RTLM,dirigida por homens perversos e influentes que destacavam diferenças entre as etnias e assim justificavam o chamado para a estupidez e violência.
As tropas da ONU se mantinham no país para conter o massacre, mas se encontravam em número pequeno e foram logo retiradas do local devido à falta de interesse internacional por aquele país, pouco desenvolvido economicamente e que não possuía nenhumatrativo comercial como petróleo ou diamantes para que outros países desejassem explorar. Assim, Ruanda foi abandonada à própria sorte.
O conflito foi recrudescendo e os hutus, que eram maioria numérica, tiveram acesso a armas de fogo e matavam os tutsis, os quais chamavam de “baratas”. As chacinas eram constantes e se aproximaram perigosamente de Paul Rusesabagina, pertencente a etnia hutu, gerente dohotel 4 estrelas situado em Kigali “Mille Collines”, propriedade da empresa belga Sabena. Neste estabelecimento hospedam-se autoridades políticas, militares, diplomáticas, além de empresários e turistas de todo o mundo.
Paul tinha uma maneira peculiar de lidar com as autoridades, sempre muito educado, solícito e disposto a agradar a todos com presentes na esperança de que fosse atendido poraquelas pessoas quando necessitasse.
Durante o conflito, o hutu Rusesabagina protege a sua família e os seus amigos mais chegados, ambos tutsis, subornando os militares com dinheiro uísque e cerveja, para salvar a todos que se refugiaram no hotel. Tropas militares belgas chegam ao hotel com a missão de resgatar os estrangeiros ali instalados, mostrando todo o descaso da comunidade internacional...
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