Resenha da obra medo e ousadia

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  • Publicado : 17 de maio de 2012
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RESENHA DA OBRA MEDO E OUSADIA
O cotidiano do Professor
Autores Paulo Freire e Ira Shor
Editora Paz e Terra 1987
“Não basta saber ler que Eva viu a uva. É preciso compreender qual a posição que Eva ocupa no seu contexto social, quem trabalha para produzir a uva e quem lucra com esse trabalho.” (Paulo Freire).

Paulo Freire nasceu em 19/09/1921 em Recife. Viveu um período de pobreza e fomena Crise de 29 o que o ajudou a se preucupar ainda mais com a educação e a foi fonte de inspiração de muitos professores na América Latina e na África.
Shor grew up in the working class area in the South Bronx of New York City. Shor cresceu na área de classe trabalhadora no sul do Bronx de Nova York. According to Shor coming from a working class area had a powerful influence on his thinking,politics and feelings. De acordo com Shor vindo de uma área de classe operária teve uma poderosa influência sobre seu pensamento, da política e sentimentos. Ele é professor da City University of New York e ensina composição e retórica.
O livro é baseado na conversa entre os dois autores, sendo assim torna-se mais fácil a comunicação entre o autor e o leitor, bem como o entendimento dos processossobre educação.
Na vida dos professores encontramos vários obstáculos como: interessarmos-nos mais pela prática do que pela teoria, aulas demais, muitas alunos numa mesma turma, projetos entre outros.
Neste momento surgem várias dúvidas do profissional, que em muitas vezes fica confuso com o trabalho e alternativas que ele pode criar individualmente ou coletivo com outros professores para driblarestas dificuldades do cotidiano escolar.
Muitas vezes nos motivamos com alguma coisa, uma aula diferente, aula prática e na hora de coloca-la em prática não funciona ou os alunos não atingem aqueles questionamentos que pensamos.
Sempre pensei que o melhor para todos os alunos fosse sempre o estudo e sempre falando a eles o importante que é, mas não adianta falarmos sobre isso, se não partir delesmesmos este interesse, a necessidade de estudar, de adquirir conhecimento. Talvez anos mais tarde eles irão perceber o tempo que eles perderam não querendo estudar e ao voltar para as salas de aula, darão mais atenção e valor a elas.
Com as salas de aulas superlotadas, sabemos que não vamos conseguir atingir todos os alunos, mas que iremos nos esforçar para atingir ao máximo. Outro problema queeu encontro muito na escola onde trabalho é o fato de termos tantos alunos com mais idade numa mesma turma, alunos que muitas vezes estão ali por uma Bolsa Família, e que na verdade não se esforçam para sair de um 6º, 7º, 8º 9º ano, porque ali está bom, ele sabe que dali não irá passar, não porque não tem condições e sim porque não quer. Temos muitos alunos com 17, 16, 15 anos num 6º ano onde temosalunos com 10, 11, 12 anos, que diferenças em idades escolares.
O diálogo é importante nos dias de hoje, muitas coisas que eles não conversam com ninguém, eles vêm nos perguntar.
Precisamos motivar nossos alunos, mas em primeiro lugar é preciso os conhecer: os que gostam de fazer, ler e através de exercícios como redações, leituras breves, debates, podem identificar e ajuda-los.
É preciso queencontremos caminhos para as possibilidades de sermos um professor libertador, relacionando a educação com as transformações sociais. O segundo capítulo evidencia os “temores” e os “riscos” da transformação, os quais devem ser encarados sem medo, pois ele “imobiliza” e estagna os sujeitos “aprendentes”. E os autores defendem que não devemos negar o medo, mas cultivá-lo, pois “[...] o medo vem deseu sonho político, e negar o medo é negar os sonhos”. (p.70)
           No terceiro capítulo do livro encontramos o famoso rigor necessário a esta educação inovadora chamada de libertadora. Os professores e os alunos seriam iguais ao diálogo? Podemos constatar a relevância desse tema quando Shor afirma que (p.98) “[...] a abordagem dialógica é muito seria, muito exigente, muito rigorosa e...
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