Resenha critica filme: a onda

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UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO RIO DE JANEIRO
Sociologia da educação








MARINA DANTAS DE BARROS
Ciências Sociais – V período












COMENTÁRIOS SOBRE O FILME “A ONDA” (DIE WELLE)




































RJ, 08/05/2011
No filme A Onda, produção alemã de 2008, o professor dehistória Rainer que tem por base ideológica o anarquismo, tem como desafio ministrar uma matéria sobre autocracia e regimes políticos similares (nazismo, fascismo, ditadura, etc..). As primeiras cenas do filme mostram jovens alemães, adolescentes comuns de uma sociedade capitalista as voltas com suas problemáticas bem diferentes àquelas vividas pela sociedade que a precederam. Numa das primeiras cenas dofilme, dois jovens em um bar conversam sobre as questões vividas nesse novo modelo social baseado no consumismo e individualismo e se questionam sobre essa liberdade, a falta de questões importantes a que possam se rebelar e de um objetivo comum que possa uni-los.
Em sua primeira aula, o professor pergunta aos alunos quais são os aspectos de uma autocracia, governo dominante de massas porum líder que tem poder total sobre esses e ao pedir exemplos sobre esses tipos de governo os alunos se sentem desconfortáveis ao falar sobre o nazismo e afirmam que tal coisa não voltaria a acontecer na Alemanha. O professor então pede um intervalo de dez minutos e quando os alunos retornam para sala percebem uma nova distribuição das mesas, onde cada aluno tem que sentar ao lado de outro alunoque não estava acostumado (que não necessariamente fazia parte de seu grupo usual) Os alunos então são questionados sobre os motivos ao qual um sistema autocrático se instaura em um Estado, dentre vários exemplos, como ideologia e controle, um chama atenção: Insatisfação. Tal sentimento é gerado quando um povo se percebe sem uma liderança que lhes mostre o caminho a ser seguido num cenário, porexemplo, de falta de emprego, pobreza, corrupção e desordem generalizada. Na figura do Líder ou führer, esse povo começa a sentir uma segurança e um novo sentimento de prosperidade advinda do senso de força pela união por um mesmo ideal.
Ao longo da semana o professor procede um experimento nazifascista com seus alunos em sala de aula e o filme vai mostrando as diferentes reações etransformações psíquicas e sociais vividas pelos alunos ao longo desse processo.
Podemos perceber que o mote dessas mudanças se encontra na dissolução da individualidade e liberdades individuais, o que, aparentemente nos dias de hoje possam parecer um absurdo frente à importância dada ao direito único do individuo, a manutenção de tal liberdade é algo penoso, pois que psicologicamente o ser parecenecessitar de um caminho, um ideal ou modelo a serem seguidos e/ou copiados posto que tal liberdade venha carregada também de um forte sentimento de responsabilidade muitas vezes não compreendida ou conseguida pelos indivíduos. E é a partir dessa “deficiência humana”, (por assim dizer, de maneira um pouco grotesca) que regimes totalitaristas se fundam, gerando uma espécie de unidade mística grupal ondeo elemento mais fraco é ajudado pelo mais forte, onde se fundam deficiências, desejos e vocações, onde cada qual se une mediante a um bem comum. Chego a pensar que a máxima: “A união faz a força”, possa ter nascido dessa ideologia.
O mais perturbador é que durante o filme, para os mais “desinformados”, tal ideologia surte efeito positivo, porque sua lógica teórica é difícil de sercombatida e seus efeitos a curto-médio prazo podem ser facilmente assimilados (ouso aqui fazer uma comparação rasa com algumas denominações religiosas que usam quase do mesmo sentido de ideal místico para arrebatar seguidores, tendo na figura do führer, Deus e como primeiro ministro, o pastor, com sua fala eloqüente e ideologizante, seus códigos de conduta, suas vestimentas semelhantes, gestuais e...
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