Relatorio de "lugar nenhum na africa"

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UNIVERSIDADE CATOLICA DE SANTOS

CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE
CURSO DE PSICOLOGIA – 2º SEMESTRE

FUNDAMENTOS ANTROPOLÓGICOS
PARA A PSICOLOGIA II






ANDRÉ NAVAJAS MADIO

MARCUS VINÍCIUS DE CASTRO SANTOS














REFLEXÃO PESSOAL ACERCA DO FILME:
“LUGAR NENHUM NA ÁFRICA”

















SANTOS

2011

ANDRÉ NAVAJAS MADIO


MARCUSVINÍCIUS DE CASTRO SANTOS













REFLEXÃO PESSOAL ACERCA DO FILME:
“LUGAR NENHUM NA ÁFRICA”














Trabalho didático apresentado à disciplina Fundamentos Antropológicos para a Psicologia II do Curso de Psicologia da Universidade Católica de Santos.
 Orientador: Prof. Cláudio Scherer Silva.












SANTOS

2011

ÍNDICE





1. Introdução............................................................................................4
2. Análise e reflexão sobre o filme Lugar Nenhum na África ..................5
3. A questão dopreconceito...................................................................11
4. Referência Bibliográfica......................................................................13








































1. INTRODUÇÃO




O filme Lugar Nenhum na África (de 2001), da diretora Caroline Link, narra a história dos Redlich, uma família judia alemã que, nos anos 1930, sevê em perigo com o advento do nazismo, e decide se refugiar no Quênia como fazendeiros. Rapidamente as coisas ficam mais complicadas para os familiares que permaneceram na Alemanha. A ascensão do nazismo torna impensável qualquer possibilidade de regresso e resgate dos seus familiares que não conseguiram fugir. A adaptação à rotina e ao modo de vida queniano se torna fundamental.2. ANÁLISE E REFLEXÃO SOBRE O FILME LUGAR NENHUM NA ÁFRICA




A história narrada no filme é permeada por concepções etnocêntricas interpretadas sob diferentes pontos de vista, especialmente em duas dualidades: cultura européia (alemã) X cultura africana (queniana)[1] e cultura cristã (inglesa) X cultura judaica(alemã)*. O etnocentrismo pode ser entendido como uma “visão de mundo com a qual tomamos nosso grupo como centro de tudo, e os demais grupos são pensados e sentidos pelos nossos valores, nossos modelos, nossas definições do que é a existência.” (ROCHA, 2009, p. 7). Ou seja, trata-se de um fenômeno em que a visão do “eu” prevalece como sendo a única possível, ou mesmo a melhor, a superior, acerta; enquanto o “outro” fica relegado ao que é tido como engraçado, absurdo, anormal ou ininteligível. (Ibidem, p. 9).
O filme nos permite compreender o etnocentrismo também quanto ao aspecto lingüístico e de inculturação. Quando desembarcaram em Nairóbi, no Quênia, [Jettel e sua filha Regina] se depararam com um clima e estrutura urbana e rural completamente diferentes daqueles que lhes eramhabituais na Alemanha. A linguagem usada nas conversas que ouviam e os hábitos cotidianos dos habitantes locais – tais como mulheres que carregavam baldes e grandes bacias sobre suas cabeças – causaram muita estranheza. Desde então perceberam o quão difícil seria adaptar-se àquele mundo.
Assim que chegaram á fazenda onde já estava Walter, conheceram Owuor – uma espécie de braço-direito dafamília e responsável pela organização do trabalho dos demais empregados nativos. Tão complicado quanto mergulhar na realidade cultural de Owuor e dos demais quenianos que conheceram na fazenda, foi também o estabelecimento da comunicação entre eles. A princípio a língua foi um grande obstáculo à adaptação e inculturação da família Redlich, vinda da Alemanha. Coube a Regina – ainda uma jovem...
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