razoes praticas bourdier

2362 palavras 10 páginas
2.1 – CONCENTRAÇÃO DE FORÇA FÍSICA
O texto inicia-se praticamente com uma citação de Thomas Bernard, referindo o Estado como manipulador e destrutivo. Quem entra para a escola, entra para o Estado e serve para sempre o Estado.
Pierre Bourdieu concorda com este quando diz, que para pensar o Estado, que continua a pensar-se através daqueles que ainda o continuam a pensar (por exemplo Hegel ou Durkeim) dever-se-á pôr em causa todos os pressupostos e pré-construções do próprio Estado, assim como pôr em causa o pensamento dos analistas do Estado.
Para Bourdieu, o Estado impõe as mudanças que quer, por mais impensáveis que sejam, como o exemplo referido no texto, “à primeira vista insignificante que é a ortografia”, em que os defensores da naturalidade da ortografia existente se esquecem que a ortografia existente é fruto de anterior intervenção do Estado, isto é, uma reforma da ortografia é “desfazer por decreto o que o Estado por decreto fizera”.
É o Estado que, na produção simbólica, produz os problemas sociais, que a ciência social ratifica, tomando-os como seus.
Bourdieu critica a Escola de Cambridge, porque esta utiliza para pensar o Estado, análises de juristas do século XVI e XVII que na fase de construção e consolidação da ideia de Estado ajudaram produzir o seu universo burocrático, sendo esses escritos não contribuições intemporais e isentas, mas sim contribuições influenciadas pelas normas de Estado vigente, e igualmente influenciadas pelos interesses e valores daqueles que o fizeram.
A ciência social faz parte da realidade do Estado e do esforço da construção da representação do Estado, desde a origem deste.
Seguidamente Bourdieu refere à concentração de capitais – capital de força física, capital económico, capital cultural e capital simbólico que o Estado detém.
Cita Max Weber, dizendo que “o Estado é uma comunidade humana que reivindica com sucesso o monopólio do uso legítimo da violência física num determinado território”. Bourdieu concorda que o

Relacionados

  • Sociologa juridica- Adorno e Bourdier
    1338 palavras | 6 páginas
  • Artigo Mestrado Pierre Boudieu Epistemologia
    3829 palavras | 16 páginas
  • sociologia 2 est gio
    2994 palavras | 12 páginas
  • Normatização
    2705 palavras | 11 páginas
  • Mídia, subjetividade e consumo
    3780 palavras | 16 páginas
  • Antropologia
    1592 palavras | 7 páginas
  • Valor para o Cliente e o Consumo:
    6367 palavras | 26 páginas
  • Heran A E Conflitos
    8550 palavras | 35 páginas
  • A proteção à criança e ao adolescente: as políticas de proteção integral
    16786 palavras | 68 páginas
  • Pesquisa e construção de conhecimento- Pedro Demo
    3321 palavras | 14 páginas