Sociologa juridica- Adorno e Bourdier

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SOCIOLOGIA JURÍDICA - SERGIO ADORNO
Sergio Adorno afirma que nas sociedades modernas, onde o capitalismo se configura de forma diferente; como defendia FLORESTAN, ainda que exista o reconhecimento da igualdade jurídica, permanece a sua expressão simbólica. Há, sem dúvida, um amplo espaço entre o Direito e os fatos, entre o enunciado legal e suas situações concretas, promovendo a discriminações e exclusões. Dessa forma, não existe uma distribuição igualitária da justiça e, assim, a população tem o acesso aos serviços judiciários por inúmeras razões. Adorno conclui afirmando que dificilmente as decisões judiciárias deixam de ser discriminatórias. Para ele, isso desfaz a imagem de uma justiça "cega e neutra", percebemos também nesse filme (Justiça no Brasil de Maria Agusta) os debates e as disputas de poderes no interior do tribunais, a tamanha complexidade dos processos , as histórias e diferenças sociais tão marcantes e, para concluir, percebemos a descaracterização de uma ideia extremamente tecnica presente nas ações dos agentes e orgãos de contenção de criminalidade.
Os altos custos dos processos penais, o desconhecimento por parte dos cidadãos procedentes das classes populares quanto a seus efetivos direitos, a hesitação em se apresentar diante do tribunais motivada por desconfiança ou resignação diante de um destino que se apresenta como inevitável acabam promovendo a discrimanção ao acesso a justiça. Para finalizar, como afirmava LOPES, a problemática do acesso das classes populares à justiça "exige, progressivamente, alterações no modo de encarar a função judiciária e o próprio direito" e não a ampliação física do maquinário judiciário.
Para Sergio Adorno "na maioria das vezes um advogado dativo limita a sua atuação à fria letra da lei de códigos. Atem-se às formalidades processuais. Pouco se esmera na defesa do réu, mal argumeta, não recorre a jurisprudência, não formula recursos contra a sentença de pronúncias". Percebemos no filme essa atitude de pouca

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