Psicopatologia- resumo

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Neste trabalho irei falar sobre a evolução da doença mental, relacionando à disciplina Psicopatologia para pudermos ter uma noção ou até mesmo relembrar nos do que este é. A Psicopatologia torna-se fundamental na medida em que complementa os saberes da Psicologia, permitindo desta forma uma visão holística de um fenómeno, com fronteiras ténues difíceis de objectivar, entre o normal e opatológico. A Psicopatologia impôs-se na primeira metade do século XX, sob o impulso da psiquiatria e filósofo alemão Karl Jaspers. De facto, foi ele o primeiro a ter proposto, em 1913, uma «psicopatologia geral». A Psicopatologia, porém, nasceu á sombra da Psiquiatria, depois de várias tentativas para organizar uma nosológia e semiologia psiquiátricas. Mas os seus impulsionadores deram-lhe desde logo oestatuto de ciência autónoma, com metodologia independente e objectivos que transcendem a prática médica, antes dirigidos ao conhecimento do homem.

Antes da cultura grega, toda a medicina física e psíquica do homem primitivo se apoiava em concepções de natureza mágica e intuitiva, constituindo assim atividade de sacerdotes e feiticeiros. Entretanto, no antigo Egito já existiam médicos cirurgiõesque operavam o cérebro e na antiga China, 30 séculos a.C. já existiam alguns conhecimentos de farmacologia e farmacoterapia. O homem primitivo atribuía uma origem sobrenatural à perturbação mental. Segundo alguns antropólogos, é esta a explicação para o facto dos homens da Idade da Pedra abrirem, por vezes, grandes buracos nos crânios dos seus semelhantes, para que os espíritos malignos tivessem apossibilidade de escapar. Encontraram se no Peru muitos destes crânios trepados, frequentemente com sinais de que o paciente tinha conseguido sobreviver à operação. Nalgumas tribos sem escrita ainda se recorre a este procedimento, basicamente pelas mesmas razões. Evidências na forma de rolos de papiro, monumentos e os antigos livros da Bíblia revelam que também os antigos egípcios, babilónios,árabes e hebreus acreditavam que perturbação mental era decorrente da possessão por forças sobrenaturais, como deuses irados, espíritos malignos e demónios. As culturas hebraicas arcaicas viam também a doença mental como uma punição pelo pecado. Os métodos que eles usavam para expulsar os demónios era usar encantamentos, preces ou poções para persuadi-los a sair do enfermo. Nalguns casos, diversasformas de punição física, como apedrejar ou açoitar, eram defendidas como um meio de forçar os demónios para fora de uma pessoa possuída (Holmes, 1997). O exorcismo era uma prática corrente entre os antigos hebreus, os gregos, os chineses e os egípcios. Era realizado inicialmente pelos feiticeiros e mais tarde pelos sacerdotes.
Asclepíades de Samos foi um médico grego que se destacou no campo damedicina mental. Viveu no século anterior a Cristo e era adepto do Atomismo (teoria que interpreta os diversos fenómenos psicológicos como combinações de elementos simples ou "átomos"). Asclepíades defendia que a alma não tinha localização (era o resultado da concentração de funções perceptivas) e de que as doenças mentais apareciam como consequência de alterações das paixões.

Fig.1 Asclepius,deus grego da medicina.

Pela característica da opinião popular grega, acreditavam-se no sobrenatural como sendo a causa dos distúrbios mentais; supunha-se que as pessoas angustiadas estivessem possuídas por espíritos malignos, tais como as deusas Mania e Lissa, pois até, no entanto não havia disposições específicas asseguradas para o tratamento de doentes mentais. Escritos de Hipócrates (séculoa.C) constam a elaboração do conceito médico da loucura; esse teria fixado pela interacção dos quatro humores corporais, sendo eles: sangue, bílis negra, bílis amarela e fleuma, que resultavam da combinação de quatro qualidades básicas da natureza; calor, frio, humidade e aridez. Pois assim, as pessoas eram classificadas de acordo com quatro temperamentos correspondentes – sanguíneo,...
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