Psicologia existencial

Disponível somente no TrabalhosFeitos
  • Páginas : 19 (4557 palavras )
  • Download(s) : 0
  • Publicado : 19 de fevereiro de 2013
Ler documento completo
Amostra do texto
universidade do estado do rio de janeiro
centro de educação e humanidades
instituto de psicologia
curso de graduação em psicologia

a Psicologia Existencial

andré henrique godinho morse

Artigo apresentado à disciplina de A Psicologia do Século XX à Contemporaneidade, ministrada pela professora Ana Maria Jacó-Vilela, para obtenção parcial de nota no curso de graduação em Psicologia, daUniversidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).

Rio de Janeiro
2012

a Psicologia existencial
Inquietação com a ação e consciência do problema da escolha na existência humana talvez seja o que mais caracterize os autores do Existencialismo. Alguns desses autores negaram fazer parte deste “movimento”, pois não se reconheciam como pertencentes a esse movimento. O termo foi apropriado paradesignar aspectos sociais na qual intelectuais estavam entrelaçados, como a preocupação com a existência das coisas; atração pela existência concreta, pela existência humana e pela situação do homem no mundo. Temos como uns dos principais teóricos Jean-Paul Sartre, de quem começarei a falar, e Heidegger.

sartre
"O Ser e o Nada" tornou-se, como dito, a obra fundamental da teoria existencialista.Nele está contida praticamente toda a filosofia de Jean-Paul Sartre, cujos principais tópicos são comentados abaixo. Porém, Sartre apresentou o seu existencialismo de uma forma muito mais clara e breve em "O Existencialismo é um Humanismo", uma conferência dada em Paris em 1945. Seus seguidores, no entanto, alegam que, nesse ensaio, sua abordagem do assunto é popular e superficial, e não se podeconfiar nela como uma exposição do seu pensamento. Mas é importante lembrar que Sartre não é o fundador do existencialismo. O pensador cristão dinamarquês Kierkegaard (1813-1855) é geralmente considerado como o primeiro existencialista moderno.
Existir no sentido etimológico, é "sair de". "Por exemplo, - diz Sartre em ‘A Nausea’ -, eu me sinto triste; mas tomar consciência de meu desgosto écolocá-lo como um objeto a distância de mim. Pois o eu que diz 'estou triste' não é mais, de modo algum, o eu que está triste. Assim o homem está por sua consciência, sempre além de si mesmo. Eis o sentido do 'ex-istencialismo'." As filosofias existencialistas aparecem sob diversas formas, sendo que a divisão mais radical é entre o ponto de vista religioso e o ateu. Sartre é o fundador e principalpensador dessa última corrente.
A influência do idealista G. W. F. Hegel em Sartre torna-se aparente quando o filósofo tenta interpretar tudo pelo método dialético, isto é, através de uma tensão de opostos. A dialética do "ser-um-com-o-outro" do homem é central: ver e ser visto corresponde a dominar e a ser dominado. Ser e não ser, como em "O Ser e o Nada" é outro exemplo dessa influência hegeliana,em que o confronto é entre a consciência e o seu objeto.
Como de resto todos os fenomenologistas, Sartre tem como ponto de partida o caráter intencional da consciência. Todo modo de consciência representa algo, revela algo, apresenta algo, está voltado e direcionado para algo fora dela mesma, daí dizer-se que a consciência é intencional. Ela não existe sem estar voltada, sem estar representando,criando a presença de um objeto. Os objetos da consciência são reais, ainda que alguns sejam ideais, eles existem como fenômenos, - como imagens -, e porque existem Sarte os considera "seres em si", completos, acabados, de fato existentes.
Porém, há também um conhecimento ou consciência de que se é consciente, isto é, uma consciência da consciência. Então, diz Sartre, a consciência é um ser"para si".
Sem seu objeto, a consciência é um nada, um não-ser, pois que somente existe na relação de si mesma com o "ser em si". Ela procura o "ser em si" para fundar a si mesma, o que significa que ela destrói o "ser em si", transformando-o no seu próprio nada. "O ser e o nada", título de seu livro, refere-se a esses dois tipos de ser: o "ser em si" (fenômeno) e o "ser para si" (consciência)....
tracking img