Psicanalise

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  • Publicado : 13 de setembro de 2012
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Para Freud, não há descontinuidade da vida mental, ou seja, nada acontece por eventualidade, muito menos os processos mentais, para ele há uma causa para cada pensamento, sentimento ou ação. Sua premissa fundamental, parte da divisão do psiquismo entre o que é consciente, o que é consciente porém menos exposto ou explorado e que Freud determina como pré-consciente e o inconsciente.
Segundo opsicanalista todo o consciente é apenas uma pequena parte da mente,incluindo tudo do que estamos cientes,porém, o interesse maior de Freud, era entender o que acontecia por trás da consciência, no que se referia à áreas menos explorada, ou encoberta, que era o pré-consciente e o inconsciente. Freud define o consciente de modo geral no seguinte trecho:“....Não há necessidade de caracterizar o que chamamos de consciente, é o mesmo que a consciência dos filósofos e do senso comum”(Freud, 1940, pg 32
Em relação ao inconsciente, a premissa inicial de Freud, era de que há uma espécie de vinculo existente entre todos os eventos mentais, e quando um pensamento ou sentimento parecem não estar em acordo com os pensamentos ou sentimentos que o antecedem,essas conexões estariam no inconsciente. O psicanalista descreve o processo psíquico inconsciente da seguinte forma:
“...Denominamos um processo psíquico inconsciente, cujo existência somos obrigados a supor devido a um motivo tal qual que inferimos a partir de seus efeitos – mas do qual nada sabemos”.(Freud,1933, vol XVIII, pg 90)
O pré-consciente, éuma parte do inconsciente, que pode se tornar consciente com facilidade, essa parte da memória esta associada por exemplo aos esquecimentos de nomes, uma data, ou lembranças de ontem, que não estão no consciente mas podem ser acessadas quando necessário,o pré-consciente é como uma grande área que guardam essas lembranças e a consciência precisa para desempenhar suas funções.
Tendo em vistaessas definições colocadas por Freud, para o psicanalista a maior parte da consciência é inconsciente, é ai a chave para os principais causador da personalidade, através das fontes de força psíquica, das pulsões e dos impulsos. Um exemplo disso é a noção do Ego, trata-se da idéia de que em cada individuo existe uma organização coerente de processos mentais que é chamado de ego, e representa o quepode ser chamado de razão e senso comum, em contraste com o id que contém as paixões. Freud formula o ego da seguinte maneira:
“A importância funcional do ego se manifesta no fato de que, normalmente, o controle sobre as abordagens à motilidade compete a ele.Assim em sua relação com o id, ele é como um cavalheiro que tem que manter o controlada a forçasuperior do cavalo...” (Freud,1923, pag39)
É a esse ego que a consciência está ligada, é ele que controla as descargas de excitações para o mundo externo, que supervisiona nossos instintos, e que mesmo durante a noite , quando sonhamos ainda é a causa de censura, e é dessa censura que se geram os recalques, por meio dos quais procura excluir certos conteúdos do psiquismo, e tudo o que é recalcado éinconsciente,porém, uma parte do ego também pode ser inconsciente, como Freud aponta em sua obra O ego e o id(1923,pg 31), e essa parte inconsciente do ego é chamado de resistência. A resistência faz parte do atributo do eu, porém não é percebida, e para o psicanalista, a neurose pode derivar a partir dos conflitos entre o consciente , inconsciente e o que é resistido a ele.
No momento em quepercebemos o externo, quando estamos conscientes e percebemos o mundo, o ego surge a partir dessa percepção, gera-se primeiramente no pré-consciente, o Id pode ser comparado ao inconsciente, é como se fosse um "iceberg", onde nas profundezas do mar repousa o Id, e na sua superfície, o ego. O ego não se acha separado do Id, funde-se com ele, assim como o recalque, que se funde no Id, mas não é...
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