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UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO - CAMPUS DE SINOP
INSTITUDO DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS E AMBIENTAL
ENGENHARIA FLORESTAL


PROJETO DE PESQUISA


MORITORAMENTO DA QUALIDADE DE ÁGUA DAS NASCENTES EM UM MANEJO FLORESTAL NO NORTE DO MATO GROSSO.


LÍDER:
MSc. Leonardo Neves

CO-LÍDERES:

Bruno Henrique Casavecchia
Felipe Mateus Mendes Mota
FilipeMincache Ueoka
Marcelo Henrique Galvão Anselmo
Raphael Isernhagen Hydalgo
Victor Alexandre Hardt Ferreira dos Santos






SINOP – MT, DEZEMBRO DE 2009

1- INTRODUÇÃO




Nos países tropicais, manejo florestal sustentável sempre esteve associado ao conceito de silvicultura tropical, que nada mais é do que uma adaptação, nos trópicos, da silvicultura desenvolvidana Europa Central. Os sistemas silviculturais foram desenvolvidos tendo como pressuposto a produção sustentada de madeira. Segundo LAMPRECHT (1990), o botânico alemão Dietrich Brandis foi o autor do primeiro plano de ordenamento da teca (Tectona grandis), em 1860, na Índia, sendo, por esta razão, considerado como o criador do manejo florestal tropical. Na África e América tropicais, as primeirasatividades de silvicultura tropical aconteceram no início do século XX, e intensificadas após a segunda guerra mundial.
No Brasil, apesar da legislação ambiental preconizar o manejo florestal desde meados da década de 60, as iniciativas promissoras de manejo florestal na região amazônica são raras (MMA/IBAMA, 1997).
A fim de garantir que o manejo das florestas seja de formasustentável, algumas técnicas de manejo devem ser praticadas em áreas onde a atividade florestal esta sendo realizada, sendo que o monitoramento e controle da qualidade da água em áreas manejadas são em parâmetros ambientais, umas das principais atividades a serem praticadas (ASSEFLORA – A.P. & C.F.).
A qualidade da água de uma microbacia pode ser influenciada por diversos fatores e, dentre eles,estão o clima, a cobertura vegetal, a topografia, a geologia, bem como o tipo, o uso e o manejo do solo da bacia hidrográfica (VAZHEMIN, 1972, PEREIRA, 1997). Segundo ARCOVA et al. (1998), os vários processos que controlam a qualidade da água de determinado manancial fazem parte de um frágil equilíbrio, motivo pelo qual alterações de ordem física, química ou climática, na bacia hidrográfica, podemmodificar a sua qualidade.
Nas bacias com cobertura de floresta natural, a vegetação promove a proteção contra a erosão do solo, a sedimentação e a lixiviação excessiva de nutrientes (SOPPER, 1975), sendo essas áreas muito importantes para manter o abastecimento de água de boa qualidade. Por outro lado, as práticas que se seguem após a retirada das árvores tendem a produzir intensa e prolongadadegradação da qualidade da água (BROWN, 1988). Segundo o código florestal, em nascentes (mesmo intermitentes) e olhos d’água, a distância a ser preservada com mata é de 50 m; no entanto, o que se observa muitas vezes é que as atividades de manejo não respeitam essa distância.
Segundo OLIVEIRA-FILHO et al. (1994), a devastação das matas ciliares tem contribuído para o assoreamento, oaumento da turbidez das águas, o desequilíbrio do regime das cheias, a erosão das margens de grande número de cursos d’água, além do comprometimento da fauna silvestre. ARCOVA e CICCO (1997) salientam que, nas microbacias de uso agrícola, quando comparadas às de uso florestal, o transporte de sedimentos e a perda de nutrientes são maiores. Para MARGALEF (1983), os sistemas aquáticos são receptores dasdescargas resultantes das várias atividades humanas nas bacias hidrográficas.
Como as áreas florestadas não perturbadas são a melhor condição desejada, do ponto de vista da proteção dos recursos hídricos, o monitoramento hidrológico das microbacias com vegetação natural remanescente serve como referência para a comparação com outras microbacias impactadas.
A adoção da bacia...
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