Projeccoes economia portuguesa para 2013

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  • Publicado : 24 de março de 2013
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Portugal vive hoje uma situação de crise económica e social que se agrava de dia para dia. É fundamental responder-lhe com energia, com acções de efeito no imediato, com soluções excepcionais e temporárias, e com uma visão de futuro para o médio e longo prazo. E sobretudo, é crucial responder à crise com verdade, porque só com seriedade se constrói a cumplicidade e a confiança entre governantese governados, que é imprescindível para vencermos as dificuldades. Portugal vive há doze anos com défices externos sistemáticos, aumentando todos os anos a dívida externa que ao longo da actual legislatura passou de 64% do PIB para impensáveis 100%. Por isso, o objectivo central da economia portuguesa tem de ser o reforço da competitividade das empresas que permita aumentar de forma sustentada asexportações. Só exportando mais será possível garantir um equilíbrio sustentado das nossas contas externas. Este é um objectivo estratégico, que não pode ser secundarizado nas actuais circunstâncias, devendo a resposta à crise centrar-se em decisões que promovam a capacidade financeira das empresas e incentivem o investimento. Da mesma forma, só com o reforço da competitividade das empresas e oaumento das exportações será possível criar condições para a defesa e o crescimento sustentado do emprego. O agravamento do desemprego, que caminha para o meio milhão de portugueses, é uma das principais consequências da actual situação económica, sendo fundamental promover políticas públicas que possam contrariar a tendência verificada nos últimos anos de degradação das condições defuncionamento do mercado de trabalho. Não podemos continuar neste caminho. Por isso, o PSD propõe um Programa Integrado para reforçar a Competitividade das Pequenas e Médias Empresas. As Pequenas e Médias Empresas são o motor da economia portuguesa. Constituem a principal fonte das nossas exportações e são as grandes responsáveis pela criação de emprego. De acordo com os dados do INE, 99,6% do tecidoempresarial português é composto por Pequenas e Médias Empresas. As Pequenas e Médias Empresas empregam mais de dois milhões de pessoas, constituindo-se como um dos principais empregadores nacionais, sendo

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responsáveis por uma facturação total anual de cerca de 170 mil milhões de euros. É um erro de enormes proporções e de consequências dramáticas, não colocar as Pequenas e Médias Empresas nocentro da política económica. Exige-se, pois, a adopção de um programa coerente de medidas que permitam decididamente reforçar a sua capacidade financeira e incentivar o investimento. O apoio às Pequenas e Médias Empresas deve também ter por objectivo a manutenção e, se possível, o aumento do emprego. Não é possível limitar o agravamento do desemprego e inverter a tendência de destruição de postosde trabalho sem reforçar a competitividade das Pequenas e Médias Empresas. Acreditar que serão essencialmente as grandes empresas e os grandes projectos de investimento público que permitirão combater o desemprego é um erro. E insistir nessa política como receita para a actual crise, é enganar as pessoas. A decisão sobre os grandes investimentos públicos não tem nada a ver com o combate à crise.Pelo contrário, estes são investimentos para o empobrecimento. Porque são investimentos com grandes componentes de importação, que nunca terão efeitos a curto prazo e que comprometem muitos orçamentos futuros. Nós defendemos o investimento de proximidade que se traduz em pequenas obras, dispersas pelo País, que têm impacto imediato no emprego e que não se repercutem nos orçamentos futuros. Éconsensual que não é com grandes investimentos públicos que se resolve o problema do desemprego, mas com investimento privado e público de proximidade. No contexto actual, deve dar-se especial atenção às Pequenas e Médias Empresas exportadoras. E esta opção é decisiva independentemente da crise internacional, porque o grande desafio da economia portuguesa é o aumento das exportações. Para isso, é...
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