Profissionais, estruturas e seus relacionamentos profissionais

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  • Publicado : 1 de abril de 2011
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PROFISSIONAIS, ESTRUTURAS E SEUS RELACIONAMENTOS PROFISSIONAIS
Nas décadas de 60, 70 e 80, dois tipos de profissionais estavam envolvidos na tarefa de mecanizar as atividades que uma empresa executava. Um desses profissionais era o Analista de O&M, o outro era o Analista de Sistemas. A convivência de ambos não era tarefa das mais fáceis e muitas vezes uma simples discussão sobre determinadaidéia causava desentendimentos que não raro podiam chegar a sérios distúrbios. Embora os dois profissionais trabalhassem sob a mesma gerência, era comum estabelecer-se um clima de antagonismo entre ambas as categorias. O analista de O&M achava que o outro só se preocupava em mecanizar todo e qualquer fluxo de informação e não se importava com o fluxo propriamente dito. O analista de sistemas dizia, porsua vez, que o analista de O&M só sabia fazer formulários e mudar as mesas de determinado setor de lugar.
Penso que o pessoal de sistemas tinha muito mais razão naquilo que pensava do profissional de Organização & Métodos do que as idéias desses sobre o pessoal de sistemas. Isso, porém, não vem ao caso agora.
ANALISTA DE O&M
Jamais vi ou ouvi algum analista de O&M preocupar-se com um processoem si mesmo, no que neste ponto pelo menos o analista de sistema tinha toda a razão. A visão do analista de Organização & Métodos era muito estreita, ou, em outras palavras, O&M como conheci tinha uma preocupação muito compartimentada, muito estanque, o que limitava a abrangência da solução adotada. O analista de O&M era, geralmente, pessoa sem muita formação teórica em organização, métodos,tempos etc. (matérias que eram dadas nos cursos de administração de empresas) recrutada dentro da própria organiza­ção. O fato de os analistas de O&M serem recrutados internamente não era em si um problema, pois os analistas de sistemas não raro também vinham da organização, pelo menos nos primórdios dessa profissão. Entretanto, o que diferenciava uns dos outros do ponto de recrutamento era a formaçãoque ambos recebiam.
Os analistas de sistemas tinham uma formação geralmente muito bem definida e planejada, com matérias divididas em cursos formais que iam da introdução ao proces­samento de dados ao projeto e desenho de bancos de dados, o supra-sumo do conhecimento reservado a poucos. Já o analista de O&M não tinha uma formação definida, os cursos existentes para a área eram raros, o quedificultava o desenvolvimento profissional deste pessoal. Quando o analista de O&M tinha feito o curso de administração de empresas ainda havia uma ponta de preocupação com o todo; entretanto, conheci profissionais de O&M oriundos das mais diversas áreas das empresas, algumas vezes sem nenhuma base universitária, outras vezes tendo cursado faculdades de direito, economia, matemática e até sociologia.Dessa forma, ficava difícil para todos exigir de O&M uma postura holística, mais preocupada com a parte gerencial e menos imediatista.
Tenho uma experiência pessoal com formação do pessoal de O&M muito interes­sante. Quando, na década de 80, fui contratado para desenvolver um projeto que visava implantar o processamento transacional (mais para frente veremos o que vem a ser isto), sugeri que todosos analistas de O&M fizessem determinados cursos da área de processamento de dados como forma de aproximá-los das mesmas preocupações dos analistas e programadores. A meu ver isto facilitaria a convivência entre as áreas. Lembro-me que todos os analistas de O&M, incluindo seu poderoso chefe, tiveram cursos de introdução ao processamento de dados, sistemas de arquivos, introdução aoteleprocessamento e introdução a bancos de dados. A idéia foi um sucesso. Claro que não consegui transformar analistas de O&M em profissionais preocupados em analisar e projetar processos baseados em tecnologia de informação, mas houve sensível melhora no relacionamento entre as duas áreas, com as posturas antagônicas reduzindo-se a um nível meramente atávico a ambas as especializações.
Salvo raras exceções,...
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