Prefixo

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  • Publicado : 4 de outubro de 2011
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todo ramo do saber humano, toda ciência, necessita criar sua própria terminologia, adequada às suas necessidades de comunicação e expressão. A medicina, como uma das mais antigas atividades do homem, desenvolveu uma linguagem que, ao leigo, se afigura hermética e de difícil entendimento. Do mesmo modo, o estudante de medicina se assusta de início com tantas palavras novas que deve aprender ecujo significado tem dificuldade de memorizar.
Para facilitar o aprendizado da terminologia médica são úteis algumas noções sobre formação de palavras.
Inicialmente é necessário ressaltar que os termos médicos são regularmente formados a partir de radicais, prefixos e sufixos gregos e latinos, com os seguintes objetivos:
1. Simplificação da linguagem.
2. Precisãodo significado das palavras.
3. Intercâmbio científico entre as nações com diferentes idiomas de cultura.
O uso de radicais gregos e latinos, comuns a vários termos, permite expressar em poucas palavras fatos e conceitos que, de outro modo, demandariam locuções e frases extensas. Cada termo médico, tal como ocorre em outras áreas do conhecimento humano, caracteriza um objeto, indica umaação ou representa a síntese de uma ideia ou de um fenômeno, a definição de um processo, contendo em si, muitas vezes, verdadeira holofrase, cujo sentido está implícito na própria palavra.
Quando nos referimos, por exemplo, à colecistectomia laparoscópica enunciamos em duas palavras um procedimento complexo que, em linguagem descritiva seria: “operação para retirada da vesícula biliar por umprocesso que não necessita abrir a parede abdominal e que utiliza um equipamento de videolaparoscopia”. Se quiséssemos explicar em que consiste o equipamento teríamos de escrever outro parágrafo ainda mais extenso.
Vejamos outro exemplo: O mielograma acusou pancitopenia. Equivale a dizer “que o exame da medula óssea mostrou diminuição de todos os tipos de células normalmente ali encontradas e que dãoorigem aos glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas do sangue”.
Choque hipovolêmico expressa a condição clínica caracterizada, em linguagem comum por “queda acentuada da pressão arterial por diminuição do volume de sangue circulante”. E assim por diante.O segundo objetivo consiste na precisão da linguagem. Cada termo empregado deve ter um único significado, uma definição própria aceitapela comunidade científica, ao contrário da linguagem literária ou coloquial em que as palavras podem ter acepções diversas, na dependência do seu contexto na frase. O terceiro objetivo da terminologia médica é a sua internacionalização, facilitando o intercâmbio de informações entre os diferentes países. Isto se torna possível pela utilização de termos que são comuns a todas as línguas de cultura,adaptáveis morfologicamente a cada uma delas.
O número de termos novos com os quais o médico deve familiarizar-se é relativamente grande - cerca de 13.000 [1] - número superior ao vocabulário habitualmente usado em qualquer idioma. Basta dizer que em toda a obra literária de Machado de Assis foram utilizados não mais que 12.000 diferentes vocábulos.[2]
Seria extremamente difícilmemorizar tantas palavras, não fosse o fato de que a maioria dos termos científicos usados em medicina foram criados utilizando-se de raízes gregas e latinas, que entram com o mesmo significado na formação de múltiplas palavras, e que podem ser facilmente identificadas. São relativamente poucos os termos médicos oriundos de outras línguas ou formados de elementos vernáculos. Assim, para a compreensão emais fácil assimilação da terminologia médica, é indispensável um mínimo de conhecimento sobre a origem e formação de termos médicos a partir do grego e do latim.

FORMAÇÃO DE NOVAS PALAVRAS

As gramáticas ensinam que os principais processos de formação de novas palavras são a derivação e a composição.
A derivação pode ser prefixal, sufixal,...
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