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7 - Romantismo
O final do século XVIII foi marcado pela revolução francesa, pela revolução industrial, pela independência dos EUA, enfim, foi um período de intensas transformações que contribuíram para a ascensão da burguesia, a cada dia mais fortalecida. A cada dia, a monarquia, representante de um antigo regime, de uma antiga visão de mundo, de uma antiga concepção de arte, perdia espaço. Eessa movimentação sócio-política e econômica foi acompanhada por uma movimentação cultural e artística. Surge então o romantismo, com uma arte feita pela burguesia, para a burguesia e muitas vezes sobre a burguesia, haja vista a quantidade de obras românticas que se propõem única e exclusivamente a retratar os costumes da própria sociedade burguesa do século XIX.

Gerações Poéticas do RomantismoPrimeira Geração Romântica Essa produção poética foi marcada por um forte nacionalismo, a exaltação das riquezas naturais e do índio como ícone idealizado da identidade nacional brasileira. O período romântico foi marcado por uma grande decepção por parte dos jovens que não viam concretizados os ideais propostos pela revolução francesa, a grande força motriz das mudanças do período. Por conta dissosurge uma tentativa de fugir da realidade desagradável por parte dos artistas. Esse escapismo romântico se deu por meio do sentimentalismo exacerbado; da exaltação de elementos naturais (primeira geração); da hipervalorização da dor e da morte (segunda geração); da idealização de mulher, de Pátria, de amor, de herói etc. Como circulava o mundo àquela época o ideal nacionalista e inovador, uma outraproposta da arte romântica era o combate aos Clássicos, por meio da retomada de uma produção artística própria e subjetiva, em resposta aos árcades, que prezavam pela imitação de modelos e autores clássicos. Essa reação pode ser percebida na tela “A morte de Camões” de Manuel de Araújo Porto Alegre.

Trecho para Análise:
“Minha terra tem palmeiras, Onde canta o Sabiá; As aves, que aqui gorjeiam,Não gorjeiam como lá. Nosso céu tem mais estrelas, Nossas várzeas têm mais flores, Nossos bosques têm mais vida, Nossa vida mais amores. Em cismar, sozinho, à noite, Mais prazer eu encontro lá; Minha terra tem palmeiras, Onde canta o Sabiá. Minha terra tem primores, Que tais não encontro eu cá; Em cismar –sozinho, à noite– Mais prazer eu encontro lá; Minha terra tem palmeiras, Onde canta o Sabiá.Não permita Deus que eu morra, Sem que eu volte para lá; Sem que disfrute os primores Que não encontro por cá; Sem qu'inda aviste as palmeiras, Onde canta o Sabiá.”

Segunda Geração Romântica A segunda geração de poetas românticos, assim como os da primeira, também decepcionara-se com a não concretização da Liberdade, da Igualdade e da Fraternidade prometidas, mas expressar essa decepção com umsubjetivismo exacerbado, um intenso pessimismo e um verdadeiro desinteresse pela vida político-social. É a geração “mal do século”, formada por jovens boêmios, divididos entre os estudos acadêmicos, o ócio e as relações amorosas, marcados por uma visão pessimista

da vida e do mundo, traduzida na relação com os vícios, na atração pela noite e pela morte. Leia este poema de Álvares de Azevedo:

OPoeta Moribundo Poetas! amanhã ao meu cadáver Minha tripa cortai mais sonorosa!... Façam dela uma corda e cantem nela Os amores da vida esperançosa! Cantem esse verão que me alentava... O aroma dos currais, o bezerrinho, As aves que na sombra suspiravam, E os sapos que cantavam no caminho! Coração, por que tremes? Se esta lira Nas minhas mãos sem força desafina, Enquanto ao cemitério não te levam,Casa no marimbau a alma divina! Lord Byron Os ultra-românticos foram influenciados pelos escritos e pela vida de Lord Byron. Um dos nomes atribuídos a essa geração é byroniana, por conta dessa influência. Segundo José de Alencar, “todo estudante de alguma imaginação queria ser um Byron, e tinha por destino inexorável copiar ou traduzir o bardo inglês”George Gordon, nascido pobre e manco em 1788,...
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