Politica cambial e plano real

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Política cambial aplicada em conjunto com o Plano Real


Resumo:
De uma maneira mais simplista entende-se por mercado cambial aquele em que as moedas de diferentes países são transacionadas seja entre pessoas físicas e/ou entre pessoas jurídicas, sempre por intermédio de corretoras de câmbio ou de instituições financeiras autorizadas a operarem em câmbio pelos Bancos Centrais dos países(Castro 2003).
No mercado cambial se verifica a oferta e a demanda pelas diversas moedas existentes que possuam alguma liquidez no processo de troca entre elas, sempre amparado no que chamamos taxa de câmbio, que é a taxa pela qual duas moedas de diferentes países podem ser trocadas umas pelas outras. As oscilações na demanda e na oferta de determinada moeda acarretam em modificações na quantidadede moedas transacionadas e na taxa de câmbio e, por conseguinte no equilíbrio do mercado cambial. O objetivo deste artigo é analisar como a política cambial foi utilizada como elemento fundamental para a implementação do Plano Real. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, descritiva, documental e histórica.

Objetivo Geral:
Não seria interessante que a URV acompanhasse apenas um índice e,portanto optou-se por vinculá-la a variação média de três índices - O IGP-M, o IPCA e o IPC da Fipe. Na prática criou-se um novo indexador, com jeito/ares de uma moeda. Porém não circulava e não tinha reserva de valor. A URV valeria sempre a quantidade de cruzeiros reais contaminada nominalmente pela inflação, apurado pela variação média daqueles três índices. Partiu-se em 1º de março do valor de R$647,50.

Objetivo Específico:
A idéia de se criar uma regra para a correção dos contratos que seriam convertidos da moeda velha para a moeda nova incomodava alguns elementos da equipe econômica. Chegou a sugerir que se atrelasse o valor da URV a uma cesta de moedas, mas ninguém na equipe concordou com isso. Vingou apenas a idéia de que a URV, embora atrelada à variação média de três índices depreços, deveria ter um vínculo real e daí surgiu a paridade de um para um entre a URV e o dólar. Era uma forma de permitir que o mercado testasse a credibilidade da URV.
Conforme Prado (2005, pág 197)
“Quase todos os planos de estabilização procuram na partida, uma referencia sólida. O dólar tem servido àquele propósito de funcionar como âncora na estabilidade.”Problemática:
Depois de muita discussão, FHC conseguiu finalmente convencer Itamar a concordar com o texto da MP (Medida Provisória) da URV. Fernando Henrique saiu da reunião com Itamar e foi direto para o Ministério da Fazenda de onde falaria ao vivo para a TV sobre a URV, que entraria em vigor dois dias depois.
Conforme Prado (2005, pág 204)
“Naquela noite, ficou coma sensação de que estava remando contra a maré. O Plano Real foi arrancado a fórceps. Ninguém acreditava naquilo. Nem o governo, nem os políticos, nem os empresários, nem os sindicatos, nem o FMI, nem os governos dos países mais desenvolvidos. Até mesmo os economistas da equipe, de vez em quando, tinham surtos de desespero, achando que aquilo não iria dar certo. FHC sentiu-se muitas vezessozinho naquela empreitada, na qual se jogara de corpo e alma.”


Delimitação da Problemática:
Edmar Bacha apud Prado 2005, pág 219
“O real será moeda lastreada em reservas internacionais na proporção de um para um, mas a paridade será central”. Queria dizer que a paridade de um para um seria um ponto no centro de uma banda cambial, cujos limites para piso e para tetoseriam, respectivamente, de 85 centavos de dólar e de 1,15 dólar, válidos para os seis meses iniciais. A taxa de câmbio flutuaria dentro da banda, obviamente sujeita a intervenções do Banco Central do Brasil. Três meses depois do lançamento da nova moeda, o CMN anunciaria novos limites válidos para os três meses seguintes, e assim por diante, com a possibilidade de o piso e o teto serem...
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