Poesia

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  • Publicado : 25 de março de 2012
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Só Deu sabe quantas vezes mergulho no sono com a esperança de nunca mais despertar; e, pala manhã, quando arregalo os olhos e torno a ver o sol, sinto – meprofundamente infeliz. Oh! Se eu pudesse mudar de humor, entrega-me ao tempo, a isto ou àquilo ao insucesso de uma iniciativa qualquer, ao menos o fardo dos meus aborrecimentosnão pesaria tanto. Que desgraçado que sou! Sinto – me perfeitamente o único culpado... Não, não sou culpado, mas é em mim que está a fonte de todos os meus males, comooutrora a fonte de toda minha felicidade. Não serei mais o homem que então nadava num mar de rosas, e a cada passo via surgir um paraíso, e cujo amor era capaz deabranger o mundo inteiro? Mas o coração que assim pulsava está morto, não produz mais os arrebatamentos de outros tempos; meus olhos, agora secos, não se refrescam maisde lagrimas benfazejas, e a angustia abafa os meus sentidos, contrai enruga a minha fronte. Aumenta o meu sofrimento verificar que perdi aquilo que fazia o encanta deminha vida sagrada e tumultuosa força graças à qual podia criar mundos e mundos em tornos de mim. Essa força não mais existe! Quando contemplo, da minha janela, o solmatutino rasgar a bruma sobre a colina distante iluminando a campina silenciosa no fundo do vale, e vejo o riacho tranqüilo correndo par mim e serpenteando entre ossalgueiros desfolhados, essa natureza me parece fria e inanimada como uma estampa colorida. Todos esses encantos não me podem fazer subir do coração ao cérebro a menorsensação de felicidade, e todo o meu ser permanece perante Deus como uma fonte ânfora vazio!

Autor, ”Johann Goethe”
(Aluna: Aline Noronha)
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