Plano de marketing - lava a jato.doc

Disponível somente no TrabalhosFeitos
  • Páginas : 5 (1188 palavras )
  • Download(s) : 0
  • Publicado : 18 de setembro de 2012
Ler documento completo
Amostra do texto
Plano de Negócios?  
Cristiane Mano 
Publicado na revista EXAME  20/09/2000 

Floriculturas, sites da internet, restaurantes.  Qualquer  empresa  precisa  de  um  bom  planejamento  para  nascer  e  se  desenvolver.  Saiba como montar o seu. 
O  carioca  Marcos  Monteiro, de  30 anos, tem o  calhamaço  sempre à  mão:  73 páginas que traçam os passos da Total Express, empresa de logística sediada em São Bernardo  do  Campo, no ABC paulista, até  2005.  No inicio  deste ano,  a papelada  teve  a função  estratégica de ajudar a convencer os fundos GP e Chase Capital Partners a investir 170  milhões de reais na empresa. O objetivo é transformar a Total Express, uma empresa  regional que faturou 10 milhões de reais em 1999, em uma companhia que Ature 600 milhões de reais com a entrega de encomendas e a gestão de estoques para grandes  clientes, como a rede de varejo C&A e a loja virtual Submarino.  Talvez nunca, como hoje, tenha se falado tanto em plano de negócios no Brasil. Essa  onda acompanha outra ­ a chegada do capital de risco. Há cada vez mais investidoras  interessados  em  arriscar  seu  dinheiro  em  novos  negócios  no  país.  Há  ainda  outro  fenômeno.  Pela  primeira  vez  o  capital estrangeiro,  antes  acessível  apenas  a  grandes  corporações,  chega  a  pequenos  empreendedores  como  Monteiro.  Para  se  comunicar  com os analistas é preciso falar à língua que eles entendem ­ a dos planos de negócios,  ou business plan, mais um estrangeirismo no jargão corporativo.  É um terrível erro acreditar que um bom plano seja um instrumento fundamental apenas  para  aqueles empreendedores  que  desejem  se  aventurar  pelo  mundo  da  Web.  Eles  existiam muito antes da Internet. E funcionam para a abertura e o desenvolvimento de  qualquer negócio ­ de uma floricultura a uma empresa de refeições rápidas, de um bule  a uma loja de revistas. Um outro equivoco é achar que basta rabiscar alguns desejos e  expectativas  num  pedaço  de  papel  e  enviar  cópias  para  investidoras, clientes  e  fornecedores. Fazer um bom plano de negócios é uma questão de pesquisa, análise o  método.  Há  sites  como  o  do  US  Small  Business  Administration,  órgão  do  governo  americano  responsável  pelo  desenvolvimento  de  pequenas  negócios,  que  fornecem  modelos  para  candidatos  a  empreendedores  (http://www.sba.gov/).  No  Brasil,  a  consultaria  McKinsey  colocou  sua receita  no  site  do  Instituto  e  Cobra,  uma  iniciativa  para promover novos projetos de Internet no país (http://www.e­cobra.com.br/).  “A cultura de planos de negócios apenas começa a se desenvolver”, diz Heitor Martins,  sócio da McKinsey. “Não falta quem queira fazer, mas pouca gente sabe como.” Martins  coordenou o primeiro concurso e­Cobra ­ iniciais de e­commerce do Brasil, de planos de negócios,  lançado  em  15  de  dezembro  do ano  passado.  A  expectativa  era  de que  se  inscrevessem,  no  máximo,  200  planos.  Chegaram  cerca  de  700.  Os  primeiros  concursos  promovidos  pelas  universidades  americanas,  há  cerca  de  dez  anos,

estimularam  o  desenvolvimento  de  diversas  empresas.  Um  exemplo  é  a  Akamai,  companhia  especializada  em  hospedagem  de páginas  na  Internet  que  venceu  a  competição do Instituto de Tecnologia de Massachussetts, o MIT, em 1998. Atualmente  o seu valor de mercado é de 7,3 bilhões de dólares.  “Um  dos  mitos  é  que  bastam  boas  idéias”,  diz  Sergio  Lozinsky,  sócio­diretor  da  PricewaterhouseCoopers.  “Um  bom  plano  de  negócios  traduz  idéias  em  metas.” Monteiro, da Total Express, aprendeu isso na prática. Em meados de 1999, um de seus  clientes,  o  Submarino,  apresentou  seu  programa  de  crescimento  para  os  anos  seguintes. Os executivos da empresa queriam saber se a Total Express acompanharia  o  ritmo.  “Era  uma  grande  oportunidade  para  fechar  uma  parceria  importante”,  diz  Monteiro.  “Mas  por  falta  de  projeções,  minha  argumentação  era  fraca.” ...
tracking img