Pirro: pensamento e vida

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UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DE PERNAMBUCO DEPARTAMENTO DE LETRAS E CIÊNCIAS HUMANAS CURSO DE BACHARELADO EM CIÊNCIAS SOCIAIS HISTÓRIA DA FILOSOFIA PROFº RONALDO MAIA

PIRRO / PENSAMENTO & VIDA PHILIPPE WOLLNEY C. DOS SANTOS

RECIFE, NOVEMBRO DE 2011.

pirraça [De or. obscura.] Substantivo feminino. 1.Coisa feita de propósito com o intuito de contrariar, agastar, aborrecer, amolar. (DicionárioAurélio)

PIRRO: APRESENTAÇÃO O ceticismo filosófico é um método contra o dogmatismo e tem a sua origem no filósofo grego Pirro de Élida que viveu por volta de 360-270 a.c. O pensamento cético de Pirro propõe um método para se obter a suspensão do juízo e a tranqüilidade intelectual diante as divergências de opiniões que geram “perturbações do espírito”. A pós a sua morte, o seu pensamento foiapropriado pelos dialéticos, como Enesidemo e Agripa, com o objetivo de combater o dogmatismo platônico. O seu ceticismo radical é a primeira exposição na história do pensamento, e as conseqüências éticas de indiferença e tranqüilidade é comparada aos ideais dos estóicos e epicuristas.

PIRRO: A ORIGEM DO CETICISMO FILOSÓFICO Pirro ou Pirro de Élida (360 a 270 a.C) é o fundador da Escola Cética que põesub suspeita a possibilidade de conhecer a natureza das coisas. Também distingue “o que é o bem por natureza e o que é o bem pelas convenções humanas” chegando a conclusão de que não existe coisas verdadeiras ou falsas . Pirro afirma que não existe bondade ou maldade, feiúra ou beleza, justiça ou injustiça, e que tudo isso são conceitos, convenções, costumes criados pelo homem, porque essasconvenções dependem de relações sociais. A atitude filosófica para este cético é anular em si mesmo a condição de julgar, e que conceitos e convenções são “indiferentes para o homem”. Para Pirro é inútil exercer o juízo de escolha entre duas coisas, todas as coisas são “combinações feitas pelos homens e são combinações passageiras”. Diógenes Laércio em sua obra “Vidas dos filósofos” conta: Pirro afirmavaque não existe nenhuma diferença entre vida e morte. Alguém lhe perguntou: “Então, por que não morres?”, e ele: “Porque não há nenhuma diferença”, respondeu. Em seu pensamento o homem não deve se perturbar com nada no mundo, muito menos pelas paixões, ele defini essa atitude de indiferença para com o mundo e as coisas de ataraxia, que levaria o indivíduo à felicidade, através da tranqüilidade eserenidade perante as coisas do mundo. Há quatro princípios para a atitude cética: em primeiro lugar, a impossibilidade de se conhecer a própria natureza das coisas. Em segundo lugar é necessário preservar uma atitude de suspensão intelectual, ou, nenhuma afirmação pode ser considerada melhor que outra. Em terceiro lugar, estes resultados são aplicados na vida em geral. E finalmente, se nada podeser conhecido, a única atitude adequada é ataraxia, indiferença diante as coisas do mundo.

PIRRO: O MÉTODO DA INDIFERENÇA

O ceticismo de Pirro é orientado para uma atitude prática de conduta (moralidade) tendo como finalidade a busca de felicidade. Para os sentidos e a razão são falhos e limitados, por isso não podemos discernir sobre as coisas, sendo melhor não emitir opiniões. O métodopirrônico se resume, assim, nos seguintes passos: 1) zétesis (investigação); 2) diafonia (conflito de opiniões); 3) isostenia (equipolência de teorias); 4) époké (suspensão do juízo); 5) afasia (ausência de fala); 6) ataraxia (tranquilidade); e 7) adiaforia (indiferença) (PIRES, 2009). Existe três questões fundamentais para se chegar à sabedoria. A primeira é sobre “o que são as coisas e de que sãoconstituídas?”; a segunda pergunta é se “estamos relacionados as coisas?”; e a terceira, é “qual deve ser a nossa atitude em relação as coisas?”. Para Pirro não podemos saber nada sobre as coisas, pois apenas conhecemos a sua aparência, e é impossível obter uma opinião correta. Podemos ter opiniões mais certeza sobre o conhecimento nunca. Dais restando-nos apenas a ataraxia, a indiferença ante o...
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