Penny press

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Um novo jornalismo

O novo jornalismo da penny press conduziu a uma nova ordem, ou a um novo universo social, em que os termos “público” e o “privado” seriam redefinidos.
Existia a ideia idílica de que o jornal estava destinado a um grupo muito restrito, isto é, a uma elite privilegiada, que seria a única a ter acesso às informações transmitidas pelos jornais. Esta ideia seria agora “deitadaa baixo” uma vez que essa informação começaria a ser partilhada por um conjunto mais alargado de pessoas, que se encontravam fora da elite. Esta transformação constituía uma ameaça ao núcleo elitista defensor da república americana, uma vez que as pessoas pertencentes às classes sociais mais baixas, que outrora tinham pouco acesso à informação, começam a ter acesso aos jornais. Por conseguinte,formam uma consciência vinculada por novos ideais, novas formas de ser e de estar, que iriam contra os ideais da república americana e, por sua vez, originariam várias convulsões sociais. Isto porque os interesses privados iriam ser acessíveis ao público, que poderia começar a opinar.
Estas mudanças no jornalismo estão extremamente ligadas com as mudanças sociais, económicas e políticas queconduziram ao aumento da uma sociedade de mercado democrática. Esta nova sociedade é patrocinada pela classe média que reclama querer igualdade na vida social. A par da importância desta classe média urbana, responsável pela expansão democrática a nível económico e político, também existem outras explicações para estas transformações.

Explicações para a Revolução no Jornalismo

O argumentotecnológico
O argumento tecnológico suporta a ideia de que os avanços tecnológicos na impressão e nas indústrias relacionadas com o desenvolvimento dos transportes ferroviários e, mais tarde, as comunicações por telégrafo foram as condições necessárias para o surgimento de uma imprensa independente, mais barata e de grande circulação.
A impressão sobre blocos de madeira, praticamente inalterada desdeGutenberg, foi transformada no início do século XIX. A primeira imprensa de ferro começou a ser utilizada na viragem do século. Embora não fossem mais rápidas que as impressões sobre blocos de madeira, elas eram mais fáceis de trabalhar e a qualidade das impressões era mais elevada. O primeiro livro impresso na América por uma máquina a vapor foi publicado em 1823.
A alteração da imprensa demadeira para a imprensa rotativa foi também muito importante. Frederick Koenig foi pioneiro nos dois projectos e inventou uma imprensa de cilindro a vapor que foi usada pela primeira vez para imprimir o “London Times” de 29 de Novembro de 1814.
A primeira imprensa de dois cilindros foi de “Hoe Type Revolving Machine”, primeiramente dirigida pelo “Philadelphia Public Ledger” em 1847. “The Hoe Machine”e os seus avanços tornaram-se um equipamento padronizado para o mundo dos jornais no século XIX.
Um dos mais importantes desenvolvimentos tecnológicos do início do século XIX foi o papel manufacturado, uma vez que durante o século XVIII um dos grandes problemas para os gráficos era a escassez do papel. Em 1799, Nicholas-Louis Robert inventou a primeira máquina para fazer papel. Na segunda metadedo século XIX, a tecnologia destas máquinas “Fourdrinier” foram aperfeiçoadas e a madeira substituiu os trapos na produção de papel, o que trouxe mudanças importantes e fez com que esta máquina fosse largamente utilizada na América.
Todas estas melhorias estavam relacionadas com as transformações nos transportes que permitiam alcançar um mercado mais vasto. Em 1830 os Estados Unidos tinhamapenas 23 milhas de caminhos ferroviários. Em 1840 tinham 3000 e chegariam a atingir os 30.000 pela altura da Guerra Civil.
Escusado será dizer que todas estas melhorias foram cruciais para o surgimento de jornais de grande circulação e também possibilitaram o facto de as vendas poderem ser mais baratas.
O aumento da procura por livros e jornais foi aquilo a que um historiador da imprensa...
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