Pedagogia

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CENTRO DE EDUCAÇÃO A DISTANCIA DA UNIVERSIDADE ANHANGUERA UNIDERP

PLANO DE AULA

LEITURA DE PARLENDAS NA ALFABETIZAÇÃO INICIAL

1 - Introdução

Partindo do princípio de que a educação é um direito de todos, o atendimento educacional às pessoas com necessidades especiais, em ambiente escolar comum ou em grupos especializados, está assegurado naConstituição Brasileira. Deve-se ressaltar que a inclusão não se refere somente às pessoas com alguma deficiência, mas a todas que se encontram em situação de risco, discriminação e exclusão; em suma, sejam, de alguma forma diferentes.
Sabe-se que a história da educação de surdos é repleta de controvérsias e descontinuidades. Nesse processo, como qualquer outro grupo minoritário, os surdosconstituíram-se em objeto de discriminação em relação à maioria ouvinte.
No contexto da Educação, a língua de sinais surgiu com a função, entre outras, de facilitar a integração desse grupo ao mundo envolvente; entretanto, durante muitos anos, o mito de que a língua de sinais impediria a aquisição da língua oral pelas crianças surdas, impediu sua utilização no processo educacional. A línguade sinais não era considerada uma língua, mas um conjunto de gestos icônicos, sem estrutura interna e com a função de comunicar apenas conteúdos concretos.
Face ao exposto, pode-se concluir que o aluno com surdez tem as mesmas potencialidades de desenvolvimento que o aluno ouvinte, necessitando, apenas, que suas necessidades especiais sejam supridas, visto que o natural do homem é alinguagem.

2 - Justificativa

Vivencia-se um período de transformação, onde “assegura-se a todos” igualdade de condições para o acesso e a permanência na escola, sem qualquer tipo de discriminação. Essa maneira de atender a educação inclusiva exige uma profunda revisão das práticas educacionais e mudanças na forma como os recursos são distribuídos e disponibilizados para estesfins.
Para os surdos, a Língua Portuguesa é um instrumento lingüístico que não se apresenta como recurso que vem facilitar o intercâmbio com o mundo, mas um obstáculo que precisam transpor com grande dificuldade. Por outro lado, a LIBRAS não é código universal que possibilita tradução, mas sim, a interpretação, quando se procura estabelecer uma correspondência entre as duas línguas.Levando-se em conta que a aquisição da linguagem efetiva-se quando há condições internas do indivíduo (crescimento, audição, maturação neurológica) somadas às condições externas adequadas, conclui-se que a linguagem de um surdo configura diferenças entre ele e outro surdo, e entre ele e um ouvinte, vidente ou cego.

3. Objetivos
- Ler textos conhecidos de memória,ajustando o oral ao escrito.
- Construir conhecimentos sobre o funcionamento do sistema de escrita alfabético.

4. Bloco de Conteúdo
Língua escrita

5. Conteúdo
- Leitura.

6. Público Alvo
1º e 2º anos.

7. Tempo estimado
Um mês.

8. Material necessário
- Livro: Salada, Saladinha de MariaJosé da Nóbrega e Rose Pamplona.
- Cartolinas e lápis de cor.
9. Flexibilização
O aluno com deficiência auditiva tem dificuldades de memorização dos textos porque não domina a Língua Portuguesa falada. Por isso, ter um intérprete de Libras em sala é importante. Ilustrar algumas das parlendas e escrevê-las para o aluno no contraturno, marcando com cores diferentes oselementos que devem ser observados (como rimas ou repetições de palavras, por exemplo) também são boas sugestões, pois ajudam a criança a identificar os trechos corretos no trabalho posterior, em duplas. Também vale estimular o aluno a tentar fazer a leitura orofacial. Isso vai facilitar a compreensão das nuances da Língua Portuguesa falada. De forma alguma, exclua a criança surda do processo de...
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