Paulo freire

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3.9- Ensinar exige querer bem aos educandos (p.141 a 146)

(...) A afetividade não se acha excluída da cognoscibilidade. O que não posso obviamente permitir é que minha afetividadeinterfira no cumprimento ético de meu dever de professor no exercício de minha autoridade. Não posso condicionar a avaliação do trabalho escolar de um aluno ao maior ou menor bem querer que tenha porele.(p.141)
(...) A alegria não chega apenas no encontro do achado mas faz parte do processo da busca. E ensinar e aprender não podem dar-se fora da procura, fora da boniteza e daalegria.(...). (p.142)
(...) É esta força misteriosa, às vezes chamada vocação, que explica a quase devoção com que a grande maioria do magistério nele permanece, apesar da imoralidade dos salários. Enão apenas permanece, mas cumpre, como pode, seu dever. Amorosamente, acrescento.(p.142)
(...) A prática educativa é tudo isso: afetividade, alegria, capacidade científica, domínio técnico aserviço da mudança ou, lamentavelmente, da permanência do hoje.(...). (p.143)
(...) Se não posso, de um lado, estimular os sonhos impossíveis, não devo, de outro, negar a quem sonha o direitode sonhar. Lido com gente e não com coisas.(...).(p.144)
(...) Como prática estritamente humana jamais pude entender a educação como uma experiência fria, sem alma. (...). (p.145)
Estouconvencido, porém de que a rigosidade, a séria disciplina intelectual, o exercício da curiosidade epistemológica não me fazem necessariamente um ser mal-amado, arrogante, cheio de mim mesmo. Ou, emoutras palavras, não é a minha arrogância intelectual a que fala de minha rigorosidade científica. Nem a arrogância é sinal de competência nem a competência é causa de arrogância. Não nego acompetência , por outro lado, de certos arrogantes, mas lamento neles a ausência de simplicidade que, não diminuindo em nada seu saber, os faria gente melhor. Gente mais gente.(p.146)
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