Patologia geral

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  • Publicado : 21 de março de 2012
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A distribuição da matriz extracelular (MEC) é indispensável para permitir o deslocamento das células neoplásicas, alem de representar o principal mecanismo da capacidade invasiva dessas células. A MEC possui dois componentes principais: a) membrana basal; b) proteínas fibrosas e não-fribosas intersticiais. As proteínas intersticiais são predominantemente colágenas, sobretudo do tipo I. Esta é aprincipal proteína de adesão entre as células e componentes do interstício, podendo se ligar ao colágeno, fibrina, proteoglicanos etc. A fibronectina se liga às células por meio de uma seqüência especifica de apenas três aminoácidos (arginina-glicina-ácido aspártico)
A membrana basal é uma estrutura laminar de distribuição universal localizada principalmente entre células epiteliais ouendoteliais e o tecido conjuntivo subjacente. É constituída predominantemente por colágeno tipo IV, lamina e proteoglicanos sulfato de heparan. Assim como a fibronectina, a lamina é uma glicoproteina que re grande atividade de adesão entre célula e componentes do interstício. Além disso, tem papel importante na movimentação celular. Bioquimicamente, é composta por três polipeptídios que se organizamtridimensionalmente, formando uma molécula que contem três braços curtos e um longo. Na extremidade deste, há um sitio para ligação com proteoglicanos sulfato de heparam; nas terminações dos braços curtos, estão os domínios de ligação ao colágeno tipo IV e à própria laminina; no vértice onde os braços curtos se juntam ao longo, há um sitio de ligação ao receptor de lamina existente nas células.Numerosas evidências mostram que a habilidade das células de se ligarem a lamina guarda relação com sua capacidade de migração através dos tecidos ou da parede vascular. Nos tumores, há correlação entre o numero de receptores de laminina por célula maligna e sua capacidade de originar metástases. Ao lado disso, os receptores de laminina em epitélios normais estão localizados apenas na regiãode ancoragem das células à membrana basal; em células malignas, alem de mais numerosos, os receptores encontram-se distribuídos em toda a sua superfície celular. O tratamento de células malignas com fragmentos que se ligam especificamente ao receptor da laminina inibe a formação de metástases. Além dos receptores para laminina, as células malignas possuem também integrinas, que atuam comoreceptores vários componentes da matriz extracelular (fibronectina etc).
A primeira barreira que uma célula epitelial maligna encontra pela frente é a membrana basal. Para transpô-la, as células neoplásicas secretam colagenase IV, havendo boa correlação entre a quantidade dessas enzimas e a capacidade de originar metástase.
Para atravessar o estroma conjuntivo, as células cancerosas liberamcolagenases I e III. A plasmina degrada varias moléculas não-colágenas da matriz extracelular alem de ativar a colagenase IV, que é secretada sob forma inativa. Quanto maior a capacidade de as células tumorais produzirem essas enzimas, maior é o seu potencial de originar metástase.
As atividades dessas enzimas é modulada por ativadores e inibidores específicos. Entre os inibidores, os maisconhecidos são os TIMP (de Tissue Inhibitor of Metallo Protease). O YIMP-1 inibe as colagenases intersticiais e a estromelisina, também uma protease tecidual; o TIMP-2 inibe colagenase IV. Há correlação inversa entre as taxas de YIMP aumentam o potencial metastático de células tumorais, enquanto a administração de TIMP inibe a formação de metástases.
A invasão dos vasos sanguíneos ou linfáticose deve à propriedade das células malignas de destruir a matriz e de se locomover, possibilitando vencer a membrana basal SOS vasos e penetrar na sua luz, especialmente nos capilares e vênulas, de parede mais fina. Os vasos linfáticos são facilmente permeáveis por terem parede mais fina. A produção de quimiocinas por células endoteliais dos vasos sanguíneos e linfáticos exerce papel quimiotático...
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