Parnasianimo

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Introdução




O Parnasianismo é a manifestação poética da época do Realismo, embora ideologicamente, se distancie prosa dos realistas e naturalistas. É a estética da “arte pela arte", que mantém os poetas à margem das grandes transformações do final do século XIX e inicio do XX. A nova estética se manifesta a partir do final da década de 1870 e prolonga-se até a semana de ArteModerna de 1922. Sua influência é basicamente Francesa, como se percebe em sua própria denominação que não passava de uma alusão às antologias publicadas na França a partir de 1866 com o titulo de: Parnaso Contemporain. O Parnaso era um monte na Antiga Grécia, consagrado a Apolo, deus grego romano da poesia e da arte. Os escritores defendiam a arte literária como ofício, procurando objetivar aexperiência íntima num plano, mais universalista, para que a técnica não sucumbisse ao sentimentalismo excessivo dos românticos.



























Contexto Histórico



Mais ou menos no último quartel do século XX, quase concomitantemente ao Realismo, Naturalismo e Parnasianismo, teve inicio uma nova estética literária que, cansada domaterialismo em voga na literatura, propunha algo próximo das orientações românticas em que objetivo e subjetivo se fundissem, pois o mundo e a alma têm afinidades misteriosas. Tal estética foi chamada inicialmente de Decadentismo2 e depois se firmou sob a denominação "Simbolismo". O próprio contexto histórico da época vai corroborar a elucidação supracitada. SARAIVA (1955) expõe que tal século, poisapresentava “um grande avanço técnico - cientifico com o surgimento da termodinâmica, da energética, da eletrônica, das concepções atomísticas e da relatividade de Einstein”. Temos também as derivações da psicanálise de Freud e da Reflexologia de Pavlov, enfim... Toda esta transformação "liberta" a população do trabalho com a terra, mas estabelece um regime de concorrência que acarreta a corrida para amecanização e racionalização industriais. Por sua vez a mecanização exige a mobilização de grandes meios financeiros, a concentração crescente de capitais, recursos técnicos e organização, a busca de mercados cada vez mais vastos de mão-de-obra, matérias-primas e de consumo.
Assiste-se, desta forma à associação do capital bancário e do capital industrial em grandes unidades ouagrupamentos como monopólios, holgings ou cartéis ramificados por todo o mundo. “Apoiando-se no poder dos Estados, estas organizações disputam entre si os países atrasados com matérias-primas e mão-de-obra barata, o que contribuirá, para o desenvolvimento e ápice dos grandes conflitos mundiais.” O homem passa a ter a sensação de que vive num mundo fragmentário e de valores efêmeros e, por essemotivo, essa nova tendência - que tinha sua origem na França desde a publicação de As flores do mal (obra que "provocou o maior escândalo na época, porque não só mexeu com temas-tabus em poesia, como também procurou criar um novo tipo de poesia. Devido ao escândalo, Baudelaire chegou, inclusive, a ser processado por obscenidade") e de Arte poética, de Paul Verlaine, e do Manifesto simbolista, de JeanMoréas, no Figaro será como Moréas afirmou: "Inimiga do ensinamento, da declamação, da falsa sensibilidade, da descrição objetiva, a poesia simbolista procura vestir a Idéia duma forma sensível." Os simbolistas não acreditavam que a arte pudesse fazer um retrato total da realidade. Como acreditavam os realistas naturalistas da segunda metade do século XIX.
Duvidava também dasexplicações "positivas" da ciência, que julgava poder explicar todos os fenômenos que envolvem o homem e condiciona-Io a um caminho de progresso e de fartura material. A filosofia de Arthur Schopenhauer será fundamental neste momento, em especial a obra "O mundo como vontade e como representação" do ano de 1819, nesta obra Schopenhauer concebe a realidade como mera "representação", ilusão de nossos...
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