Ovimento abolicionista

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INTRODUÇÃO
O trabalho apresenta um contexto geral sobre o movimento abolicionista no Brasil e sua continuidade aos dias atuais como movimentos onde se visa a igualdade de raça, a história e a preservação da cultura afro.
Trata-se de esclarecer em breves recortes de época as lutas de escravos, questão política, questão social, que favoreceram a abolição naquela época, ressaltandotambém que foi uma manobra política naquela época e nos dias atuais também.






























Capítulo I- A Escravidão
Como começou a escravidão
A escravidão negra teve início no mundo português, a partir da captura dos azenegues do Rio do Ouro, em 1.441, por Antão Gonçalves e Nuno Tristão que encontravam-se a serviço do Infante D.Henrique. A fim de incrementar o comércio de escravos, foram fixadas várias feitorias na Costa da África, especialmente na região do Cabo Branco, estabelecendo posteriormente na Ilha de Arguim (1.448) e no Senegal 9 1.460), com a finalidade de adquirir prisioneiros de tribos africanas a fim de torná-los em mão-de-obra escrava.
No Brasil a escravidão negra é conhecida a partir de 1.531, nacapitania de São Vicente.
O donatário da capitania de Pernambuco, Duarte Coelho Pereira, enviou carta a El Rei, D. João III, solicitando autorização para importação direta da costa de Guiné de 24 negros, a cada ano, quantidade que seria aumentada em 1559 por D. Catarina, então na regência da Coroa Portuguesa, para 120, mediante pagamento de uma taxa reduzida, nada impedindo que os negros aquiviessem por outros caminhos.


1.1 Escravidão negra no Brasil
A escravidão pode ser definida como o sistema de trabalho no qual o indivíduo (o escravo) é propriedade de outro, podendo ser vendido, doado, emprestado, alugado, hipotecado, confiscado. Legalmente, o escravo não tem direitos: não pode possuir ou doar bens e nem iniciar processos judiciais, mas pode ser castigado epunido.
Os escravos eram capturados nas terras onde viviam na África e trazidos à força para a América, em grandes navios, em condições miseráveis e desumanas. Muitos morriam durante a viagem através do oceano Atlântico, vítimas de doenças, de maus tratos e da fome.
Ao chegar ao Brasil, eram logo separados do seu grupo lingüístico e cultural africano e misturados com outros de tribosdiversas para que não pudessem se comunicar em seu dia-a-dia.
O escravo tornou-se a mão-de-obra fundamental nas plantações de cana-de-açúcar, de tabaco e de algodão, nos engenhos, e mais tarde, nas vilas e cidades, nas minas e nas fazendas de gado.
As fugas, as resistências e as revoltas sempre estiveram presentes durante o longo período da escravidão. Existiram centenas de "quilombos"dos mais variados tipos, tamanhos e durações. Os "quilombos" eram criados por escravos negros fugidos que procuraram reconstruir neles as tradicionais formas de associação política, social, cultural e de parentesco existentes na África.
O "quilombo" mais famoso pela sua duração e resistência, foi o de Palmares, estabelecido no interior do atual estado de Alagoas, na Serra da Barriga, sítioarqueológico tombado recentemente. Este "quilombo" se organizou em diferentes aldeias interligadas, sendo constituído por vários milhares de habitantes e possuindo forte organização político-militar.


1.2 Como eram tratados os escravos
Em suas jornadas diárias, os negros também sofriam os mais variados tipos de castigo (nas cidades o principal castigo era os açoites que eram feitospublicamente nos pelourinhos que constituíam-se em colunas de pedras erguidas em praças pública e que continha na parte superior algumas pontas recurvadas de ferro onde se prendiam os infelizes escravos.
No início do século XIX era possível verificar grandes transformações que pouco a pouco modificavam a situação da colônia e o mundo a sua volta. Na Europa, a Revolução Industrial...
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